'Ela:
É difícil pra vocês, homens, entenderem o que a gente quer dizer quando não diz algo claramente?
Ele:
Am?!'
texto entre pseudo-aspas, porque é um pseudo-plágio.
'Ela:
É difícil pra vocês, homens, entenderem o que a gente quer dizer quando não diz algo claramente?
Ele:
Am?!'
texto entre pseudo-aspas, porque é um pseudo-plágio.
Outro dia eu ouvi um comentário sobre uma discussão ocorrida ente dois amigos. Um afirmava que Chico Buarque é um poeta maior que Vinicius de Moraes. O outro insistia que Vinicius é infinitamente melhor que o Chico.
Eu tenho uma opinião.
Chico é foda, de fato. Tem umas composições que me fazem ter vergonha de tentar escrever qualquer coisa. Maas... alguém sabe quem era o amigo do Sérgio Buarque – pai do Chico – que visitava a casa e foi uma das inspirações do Buarque filho? Um diplomata viciado em paixões chamado Marcus Vinicius da Cruz de Mello Moraes. Ahãm...
Um menino que foi criado vendo Vinicius de Moraes compor, tinha a obrigação de se tornar um grande compositor.
E tornou-se.
Observo mais coisas de Vinicius na boca do povo (vide “Que não seja imortal, posto que é chama /Mas que seja infinito enquanto dure.” e “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida.” e mais um monte de fragmentos). Acho linda essa popularidade. Fico pau da vida, é verdade, quando vejo alguém usando de um jeito meio deturpado (tá todo mundo ciente de que isso aqui é a minha opinião, né?) , ou dito assim, com leviandade. Ai, que incoerência, a minha.
Quantas pessoas despertaram seu interesse pela poesia, ou pela bossa nova, ou mpb, sei lá, depois de repararem numa música do poetinha?
Ele fez parte da minha infância. Existia em minha casa um LP chamado “10 anos sem Vinícius” e, a despeito de haver uma foto/desenho dele na capa, eu nunca entendi porque tinha o rosto do Toquinho na capa do disco (é que na minha cabeça, o baixinho gorducho deveria ser o toquinho, não o rapaz alto de bigodes). A Casa, A Tonga da Mironga do Cabuletê (e essa eu tinha particular prazer em cantar), O Velho e a Flor e depois, as canções d’A Arca de Noé são parte integrante da minha meninice.
*procura um final interessante pra colocar aqui*
O Chico que me desculpe, mas Vinicius é fundamental.
