terça-feira, 10 de novembro de 2009

da paulicéia [nem tão] desvairada


Pois é.
Fui, voltei e queria voltar era pra lá, pelo menos por uns dias.

Começou com piloto engraçadinho que disse que a lua estava cheia e o céu, risonho. Tô te sacaaando, seu piloto. Tô te sacando!

Eu rindo das explicações do aeropovo e a moça do meu lado me olhando com cara de estranhamento. Belê.
Mas, sério... como não rir quando a dona diz que "Os assentos de suas poltronas são flutuantes. Em caso de pouso n'água, retire-o e leve-o para fora"? Oi? Sempre aho engraçado imaginar a galera em fila indiana com seus assentos na mão, o avião quase afundado.
Daí o maior clichê: um cara gordo sentado na poltrona do meio, na coluna ao lado da minha. Ele não parava de falar. E de falar das peripércias dele, meudeus! Amei o Steve Jobs como sempre amo nesse tipo de situação, aumentei o volume do iPod e fui ser feliz.

No aeroporto, imagino que eu tinha cara de quem fazia coisa errada, com meu papelzinho [o que cobria a bandeja do lanchinho, hihihi] onde escrevi
@ToniBarros, já que seria ele o meu guia e carona na primeira noite paulistana. E ele tinha um @congeminemos. Aaah, Twitter, quantas gracinhas nos rendes!!

Tour por partes bonitas e outras nem tanto da cidade, frapê de côco e Toni 0 X sanduíche 2. Chegando à casa do Fellipe, uma sensação meio onírica. Rever alguém que não se vê há alguns anos é sempre interessante. A gente percebe o que era verdade e o que a cabeça da gente criou.
Noite quase em claro, e na quinta, voltinhas pela cidade. Conheci a Liberdade e gostei demais! Aliás, me senti estrangeira: A Caixa Econômica tem incrições em japonês [ai! será que é japonês, mesmo? Se não for, perdoem minha ignorância, por obséquio] e as lojas de produtos que eu supus coreanos são geniais. Sorvete de melão pra aplacar o calor que parecia desejar derreter as gentes. Tô pensando aqui... só não fui mais estrangeira no bairro oriental, porque, no fim das contas, oriental eu também sou. Meus olhos são o que minha mãe chama de amendoados, enquanto gentes outras dizem que eu tenho olhinho meio puxado e Oriente Médio é muito Oriente . to certo to errado [@Alelex88 feelings]

Ser "chamada" de gringa na Sé foi meio bizarro pra mim. 25 de março e todas as suas tranqueiras altamente desejáveis, pastel de bacalhau no mercadão. Pausa. Putalamierda! Que é aquele pastel, minha gente? Comeria mais dois, mas achei que o Fellipe se assustaria demais e resolvi manter a pose de mocinha.
[mentira. Tava me guardando pra sessão gastronômia de mais tarde.]
Escondidinho de abóbora e batata com carne seca, camarão e torta de maçãs, porque a gente é gordo e feliz. [As receitas virão, devidamente ilustradas.]

E aí, Exposição do Pequeno Príncipe na Oca do Ibira [fiquei íntima. Parque do Ibirapuera, só quando eu era uma goiana virgem que tinha visto quase nada de São Paulo].

A propósito, aqui cabe um aviso:


SPOILER ALERT!!


Quem tiver problemas com informações sobre coisas não-vistas, pode pular essa parte. Eu aviso ali embaixo quando acabar.
Ok... vou tentar não ser muito tagarela e me limitar a fatos de interesse geral que não agridam os sentimentos de quem ainda vai visitar (?) a exposição.


A exposição é, sem sombra de dúvida, uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida. E olha que eu tenho priminhos mais fofos que a asa da graúna [oi?].

Lindo, lindo, lindo!

Daí que a palavra que eu mais falei no dia foi bonitinho, seguida por lindo e atrás de suspiros variados e vocalizações que podem ser interpretadas por palavrões acompanhados das duas palavras e os suspiros. Chama-se O Pequeno Príncipe Na Oca e faz parte das comemorações do Ano da França no Brasil by the way, por si só já vale o ano todo. Além de resumir a história do livro de um jeito bem peculiar, tem umas partes interativas [será que dá pra chamar assim?]. E acho que a mais bonita é a que mostra como o Príncipe saiu do planetinha dele. Se quiser ver o vídeo, tá aqui. Estão expostos, ainda, originais do Saint-Exupéry, fotos da infância, a família, amigos e a história da vida dele. Muita atenção às referências. Pelo jeito a histórinha contada no livro é quase uma auto-biografia. Hm! E edições do livro em várias línguas [ minha porção pseudotradutora tremeu quando viu aquilo!]. A lojinha tem cada coisa fofa! Dá vontade de comprar tudo. Dois de cada, assim eu teria um pra mim e poderia presentear a geral. Mas não deu. Quem sabe depois...
Saímos mortos de fome, que cultura e fofice também cansam e... Liberdade. Bairro do Liberdade again. Suco de lichia, guiozas, sushi e o melhor mollho de shoyo com gengibre que alguém pode querer comer na vida. Aliás, já vou tentar fazer um por aqui. Eu PRECISO daquilo pra viver.

Mais uma sessão gastronômica. Pizza com massa caseira [habilidosamente preparada pelo Toni] e muffins de pêra que,pelamãedoguarda, preciso comer mais vezes. São fantásticos! [Toni, mesmo que não tenham crescido, ficaram absolutamente deliciosos. E só não colocarei fotos em respeito ao seu pedido. Mas guardo os bolinhos na portinha denominada "coisas inareditavelmente gostosas" no armário do meu coração.] E pessoas! Conheci gentes novas que me agradaram taanto! E olha que não é muito comum da minha parte dizer isso.

Já no sáaabado... Sonic Youth! Sonic Youth! Sonic Youth! Sonic Youth! Sonic Youth! Sonic Youth! e Playcenter.


A chuva que eu pedi por 3 dias a banda que foi pedida por tantos outros


Fui no diabo do elevador mortífero e não morri. hohoho Em compensação quase caí du uma montanha russa e tive que ir sem óculos na outra. Olha aqui... show bom com brinquedos à vontade é uma iniciativa muito válida e todos deveriam adotar. Serião. Melhor que isso, só se a água não custasse 3 reais e os lanches, duzentos e quinze.

Valeu o tempo e os esforços.
Aos meninos que me acolheram, obrigadíssima. De coração.
Ao que chegou depois, é nóis, mano.

;)


Masp, ficaste pra próxima.
Museu da Língua Portuguesa, idem. Só não senti mais a sua falta, porque quem tá lá é a Cora e a Cora eu vejo a cada esquina no meu próprio estado. Poeta e doceira, quase meu objetivo de vida.

São Paulo, me aguarde, volto logo.

Tati e Joyce, tô mimordendo de inveja de vocês duas. Mas aproveitem a viagem assim mesmo e tragam coisas pra contar.

sábado, 31 de outubro de 2009

da didática infantil


Aí, você está naquele delicioso churrasco de família que seu tio marcou, de propósito, exatamente no dia em que vossa senhoria estaria na cidade. Seu tio é muito fofo, mesmo.
A
í estão as pessoas à beira da churrasqueira, saboreando a picanha mais macia e o queijinho mais fresco da região e o caçula do lugar resolve brincar com o papagaio, a.k.a. Loro, a.k.a. Lolo (para as crianças menores). As pessoas ensinam: Pede pra ele dar o pé! Diz "Dá o pé Loro!". E ele, bom menino, faz o que lhe indicam.


Assim, ó, Lolo.Faz assim!



Minhas crianças são altamente apertáveis. E didáticas. ^^

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

das coisas que aparecem no lugar do sono


Madrugada insone e monte de coisas na cabeça.
Daqui a uma semana estarei em São Paulo. Conhecer gente de quem já gosto, ainda que só conheça pela internet e rever cara amiga que há algum tempo foi-se do cerrado.
Não que isso me deixe nervosa, já que medo de estrada, avião, caçamba de caminhão, carroça, ou moto nunca fizeram parte de mim. A próxima semana será atípica, sem trabalho, sem tanta preocupação, longe de problemas que têm me apurrinhado ferozmente e, veja bem, tô meio perdida. Tenho algumas certezas: vou comer um tal camarão que me devem há muito, devo conhecer a casa nova de uma pessoa nova e vou ver um show foda. Aliás, pelo menos dois shows fodas. Fora isso, tô pra jogo. Aceito sugestões e companhias.

E isso, só, anda me bastando por esses dias. É uma onda meio errada, eu sei, mas quando o problema é muito grande e a solução invariavelmente fere pessoas, eu faço o Belchior e fujo por um tempo. Qualquer desculpa vale: um amigo que precisa de mim, uma alergia maluca galopante que parece sinais de aliens me abduzindo aos poucos, um show na cidade que eu quero visitar desde sei lá quando. Ah, sim... e fugir sem dar desculpas também, que ter que se explicar já é suficientemente cansativo.

Daí hoje avisei a uma aluninha que não seria eu a professora dela na semana que vem. Ela me olhou com uns olhinhos quase tristes e perguntou um "Por queee?" quase lamurioso. Tudo quase. Mas foi bonitinho - até porque achar que uma criança não vai gostar da hipótese de não ter aula é querer demais. Geralmente saio da casa dela achando o dia bacana; é uma menininha doce, do tipo que eu quereria como minha filha, se um dia eu tivesse uma. E fiquei pensando na diferença que um professor pode fazer na vida de uma criança assim. Será que um dia ela vai falar pra um amigo: "Aos 11 anos eu tinha uma professora particular e um belo dia ela resolveu que nossas aulas seriam à beira da piscina, ou perto da grama, ou em qualquer lugar fora de casa. Não sei bem o porquê, mas parece que melhorei no colégio. Gostava dela."? E, realmente, desde que saímos da sala bonita e bem iluminada, apesar de fechada e um pouco abafada, as composições estão melhores. Ela parece tirar algum tipo de inspiração da área verde, sei lá. Mas é isso. Acho que eu queria fazer diferença na vida de uns gurizinhos, assim como alguns professores fizeram na minha. [Ou seria muita pretensão?]

E eu nem falei do meu aniversário!
Não foi falta de vontade, simplesmente não saiu, apesar dos 3 rascunhos que estão aqui. Ganhei uma festa brega que deveria ter sido surpresa, e não foi. E foi supimpa assim mesmo. A intenção das irmãs [ oi, Joycia! a Maysa não lê isso, mesmo, né?] foi a melhor e o esforço com a decoração jornalesca, genial!

Estilo é tudo. E vem de família.


Gente que eu achei que nunca mais fosse falar comigo apareceu e gente que andava sumida apareceu também. Amor é brega e eu senti falta de quem eu tinha certeza que iria, já que o primeiro deslize em relação ao segredo da festa foi um "Decidi ir pra festa da May", que eu ouvi pelo telefone alheio, sem querer. Maaas, estavam na COMEmoração ocorrida na pizzaria que tem um elefante no forno e isso quase supre a falta. Ganhei um juicer, o qual a moça da loja não queria vender, já que ela própria não gostaria de ganhar um. Eu gosto, oras! E um Sr.. Cabeça de Batata Indiana Jones! E camiseta com referência pop-geek. Que, ainda por cima, vem numa caixinha genial [oi? morro]. E presente que viajou meio país pra chegar até mim! E veio cheiroso. E com cartinha! Eu paro pra pensar e percebo que tô rodeada de gente boa, mesmo. Ainda que algumas estejam um pouco mais longe do que se imagine quando alguém diz "ao redor". É um diâmetro grande, mesmo.Justificar

A propósito, não sei se agradeci devidamente. Agradecimentos formais aos que lêem isso aqui.
E valem pra quem se manifestou de longe, comentou, apareceu.
Como já dizia Fábio Júnior: Briga-duu!


This includes the one that's always killing me sweetly.

domingo, 25 de outubro de 2009

do ego alheio


Na revigorante tarefa de faxinar a casa numa linda madrugada de sábado, andei refletindo sobre uma situação que me fez rir com aah... bem... deboche e uma sensação de aimeudeuscomopodesertãoridículoassim. Conhece?


Não posso dar detalhes, que magoar a geral não é meu esporte favorito, apesar de ter mostrado no momento do acontecido que achei graça e ridículo na atitude de certas gentes. E porque a situação não ocorreu comigo.
Mas, para ilustrar pensem na seguinte situação:
Você conhece uma pessoa do sexo oposto há alguns anos. Quase uma década, pra ser um pouquinho mais precisa. Um belo dia, noite, madrugada ou manhã essa pessoa diz, não sem certa razão que uma terceira pessoa, de sexo oposto ao seu e igual ao dela olhou-a com ciúmes num determinado evento. E chama essa pessoa de "seu namorado" (se você for mulher. Se for homem, a pessoa diz "sua namorada", porque essa situação específica é um suposto triângulo heterossexual). Você explica calmamente que a terceira pessoa não é seu namorado e diz que pode ter acontecido, sim, mas que provavelmente foi só impressão.

Tempos depois essa pessoa volta com a conversa de que o seu namorado se portou feito ogro ciumento e olhou feio pra ele de novo. Mas diz isso com um tom de arrependimento, de quem se sente mal por causar todo esse constrangimento e embaraço cada vez que aparece.

Mais uma pausa e de novo ele vem com essa conversa. Tão bem arquitetada, que o referido seu namorado nem é a mesma pessoa. E é um amigo-irmão que ainda não sabe se terminou com a namorada e te chamou pra beber, porque ô vô bebê pra esquecer meus pobrema.
É nesse momento em que você se toca e a pergunta pipoca na frente dos seus olhos, em letras de neón vermelho:

O quão grande pode ser o ego de alguém?

É fato que as manifestações (quaisquer manifestações) do ego de outrem costumam incomodar nossos calmos e pacíficos (?) eguinhos. Maaas... veja bem: Esse elemento, que até onde sei é uma boa pessoa, deduz ser tão irresistível que até o amigo, por quem você não tem interesse algum [e a recíproca é verdadeira] derrepentemente [oi, mãe! =D] ele vira um cara com sanguenozói, porque a maior beldade da região apareceu e conversou 5 minutos com você. E ainda vem com a conversinha furada do tipo "Ah, então ele gosta de você. Eu senti!". Faça-me o favor!

A enormidade do ego de algumas pessoas assusta. Especialmente quando vem disfarçada de bondade, ou pior, humildade. O nome disso é hipocrisia, filhão! E cansa. Cansa a beleza da gente. De quem passa por uma ceninha dessas e de quem vê, de perto ou longe, o nariz de palhaço que cidadão ganha imediatamente após falar uma dessas.




Então, na aula de hoje, aprendemos que cada um deve se manter no seu lugarzinho, para evitar desconforto geral e post no blog alheio.
Ou não. [Caetano mode: on]

domingo, 18 de outubro de 2009

da radiação goiana



Depois de mencionar algumas vezes o episódio do Césio 137 a alguns alunos, resolvi ler um pouco mais sobre os grandes acidentes envolvendo radiatividade no mundo.
Suponho que tenha sido por isso que eu sonhei que todos os controles remotos do mundo deveriam ser jogados fora, já que emitiam raios gama e esses, caso se juntassem aos outros que estavam sendo emitidos por sei lá que fonte, eram letais.
Ou talvez eu só esteja ficando maluca, mesmo.

Bom, pra quem não stalingrado no negócio, em 1987 nêgo achou, nas ruínas de uma antiga clínica radiológica, no centro de Goiânia, uma máquina de redioterapia, levou pra um ferro-velho e decidiu aproveitar o chumbo do cilindro. Dentro dele havia uma cápsula com um pó que no escuro ficava azul. Acharam tudo lindo, brincaram, passaram pozinho mágico na cara da meninada, usaram pra embelezar a mesa de jantar... até começarem a passar mal. A esposa do cara que achou a cápsula levou-a para a Vigilância Sanitária, onde, segundo a lenda, ficou esquecida ainda mais um par de dias. O pessoal demorou a descobrir o que era o problema e atribuíram todos os sintomas a alguma virose desconhecida.
Também... vamos lá: um acidente envolvendo um monte de Césio em Goiás nos idos dos anos 80. Quem imaginaria isso? Até o momento o que mais matava por lá eram as duplas sertanejas, que já pipocavam em todo canto. E a quantidade de agrotóxico nas lavouras, que começou a acabar com as infames duplas, mas não foi tão forte e não conseguiu completar o serviço.

Como eu ouço coisas sobre isso desde que aconteceu [não que eu me lembre, mas já era viva. Já tinha até uma irmã!], me surpreendi no espetáculo que os Barbixas fizeram em Goiânia no mês passado. O grupo pediu que a plateia sugerisse um evento histórico da cidade para ser usado como pano de fundo para um dos jogos. Sugeriram o Césio 137 e só um dos atores, o Elídio [super nerd, a propósito. ], sabia do que se tratava. Mmmm, os rapazes são paulistas, se não me engano, mas... um dos maiores acidentes envolvendo radiatividade aconteceu no Brasil e pouca gente ouviu falar. Foi isso que me espantou.

Diz-se que o governo tentou abafar a situação, especialmente porque a cidade sediava, nos mesmo dias, o GP Internacional de Motovelocidade e não queriam assustar a gringaiada. Maaas... vai saber se o esquema não foi só pra não ficar feio na foto depois.
O fato é que muuuita gente morre de câncer no estado ainda hoje e, segundo alguns, ainda em decorrência do Césio.

Quando eu era criança conheci uma mulher, colega de trabalho da minha mãe, se não me engano, que tinha alguma relação com o ocorrido. O marido morreu devido à radiação, ou algo assim. Hoje eu vejo que tava bem perto. Foi numa cidade a 54 quilômetros da minha e o trânsito entre as duas é constante. Quer dizer...

E daí descobri que um episódio da segunda temporada de House, MD parece ter sido inspirado no acontecimento goiano. O nome é "Daddy's boy". E o Capitão Planeta e Star Treck beberam da fonte [ha ha ha ¬¬] também.

Um curta do Jorge Furtado, feito em 89, narrado pelo Paulo José, faz referência [cortante] ao evento. No Youtube, está dividido em parte um e parte dois. É, aliás, um filme muitíssimo interessante. Vale a pena.


Quando [e se...] alguém vier me perguntar a razão de uma postagem sobre isso num blog cheio de coisinhas leves e pessoais, é provável que eu não saiba explicar. Mas posso dizer que é porque acho até feio que não se saiba de uma coisa dessas. Especialmente quando eu tanta gente poderia ter morrido na brincadeira.


*Mais uma coisa: a música é do Kraftwerk e menciona grandes problemas com radiatividade.




E quero ver quem vai ter a paciência de ler tudo. ¬¬