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terça-feira, 11 de novembro de 2008

dos vizinhos


meu vizinho tem um karaokê. e sua única ocupação é essa porquera.
essa foi a constatação mais triste dos últimos tempos da minha vida.

pela voz, é um jovem rapaz, ali por volta dos 19 anos. e que jura que canta demais. a única canção que eu reconheci nesses quase 8 meses foi a que me acordou hoje: in the end, do linkin park (pode falar palavrão assim no blog?) e, pelamãedoguarda, como ele canta mal!
(a propósito, sabão crá crá é uma maravilha da poesia nacional!)
no começo ele não me irritava tanto, mas depois que ele passou a me acordar (e daí que fosse às 3 da tarde? o dia é meu e eu faço dele o que bem quero!), parece que se ele aparecer na minha frente pode levar uma pedrada na testa. aliás, já vou providenciar uma, daquelas bem pontudas, pra jogar na cabeça do elemento.

nossa...
isso me lembrou uma situação vivida ali pelos meus 8, 9 anos de idade.
meu vizinho gostava de mim (e eu gostava de um menino da escola. mas isso não vem ao caso).
ouvir a essa idade um "eu te amo" é coisa séria demais (não que não seja agora, mas a dimensão era outra. namorados diziam "eu te amo". depois de uns anos a gente descobre que se pode namorar sem amar e amar sem namorar, mas... ai. desviando demais da conversa) e eu pedi a ele que parasse com essa besteira. não aceitava as balinhas que ele me mandava pelo muro (é. nós éramos vizinhos de muro), nem os recadinhos e ficava possessa quando ele me pedia em namoro no meio da rua, na frente de todos os meninos da rua (a essa altura da vida a minha natureza... digamos... irritadiça já se havia mostrado com toda força).
um dia estava eu sentada na porta da casa da minha amiguinha, duas casas acima da minha - e uma acima da dele -, brincando de barbie, vejam bem a inocência, quando o monstrinho passa de bicicleta e diz:
_quer namorar comigo? (fosse hoje a minha irritação maior seria pela falta de apuro na regência verbal. e diria que sim, que namoraria várias pessoas na presença dele, ou seja, com ele. hunft!)
_pára com isso. me deixa em paz. que saco!

ele desceu a rua. subiu de novo. quando desceu outra vez, gritou a mesma proposta.
não me contive:
peguei o primeiro pedaço de tijolo que deu o azar de cruzar meu caminho e joguei perto da cabeça dele, pra assustar. o problema é: a minha mira é falha desde sempre. nessa época eu já errava demais. e nesse caso errar significava acertar. errei a cabeça do menino.
ele caiu da bicicleta, passando a mão na cabeça, chorando e dizendo:
_vou contar pra minha mãe, você vai ver!

eu, mais que depressa, recolhi meu aparato barbiesco e corri pra casa, com um pouquinho de remorso pelo acontecido.


só pra constar:
acho que isso ficou mais na minha memória que na dele, já que nos anos posteriores, mesmo não sendo mais vizinhos, ele me trata muito bem.



4 comentários:

Joyce Pfrimer disse...

kkkkkk!!! Mayra, medo de vc!

Qd eu era criança e me pediram em namoro, eu fiquei desesperada, não queria de jeito nenhum, pensava que a épecie masculina era uma ofensa à feminina...que as duas não podiam coexistir! hahaha! (bobinha essa menina ne?)

Eu acabei com uma festa de aniversario minha quando eu tinha uns 6 anos, o menino me pediu um beijo, e eu disse q nao, entao ele disse que se eu nao o beijasse ele levaria o meu presente embora! Pra quê? eu fui pro meu quarto chorar e nao sai de lá ate que ele fosse embora. Que absurdo! eu só tinha 6 anos!!! hahaha!


adoro essa história mayroca, já a conhecia!

beijo!!

carmim disse...

kkkkkkkkkkkkk

mayra, que medo mesmo!
pequenininha e já tão bravinha!

hahahahahaha


joycita, achei um absurdo. você foi chantageada!

mayra. disse...

não, donamanda!
ela chantageou.

e o rapaz ainda apanhou quando chegou em casa...
=P

*pra aprender desde cedo (?)!

quase disse...

iehiehiehaihiehaiueha

ai, quase, tadinho do menino! =P

podia ter dado uns pega e dps largado.. era gatinho, pelo menos? =D

;*