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sábado, 31 de julho de 2010

das distâncias

  

Me seguro com esse tema há dias - fato que me rendeu um belíssimo bloqueio. Creio que já se tenham completado dois meses.
E havia decidido não postar nada sobre ele, temendo cutucar ferida alheia. Por favor entendam, foi triste, mas muitíssimo bonito. E se vierem me dizer que não houve nada do que enxerguei, a resposta será: beleza. Achei que vi.
O momento era de felicidade explícita, com sorrisos, abraços, bastante comida, gente agradável e bonita clima de paquera e no meio de um abraço, a novidade: do Oiapoque ao Chuí.
Achei que era brincadeira e pedi confirmação mais tarde. Era real. Cacete!

Dado momento, estava eu sendo feliz com uma pizza purê abóora com carne seca - e quem me conhece sabe que virtualmente qualquer coisa que envolva abóbora e carne seca me deixará feliz - e uma galera divertida ao meu redor. Piadinhas, risadas, boa vontade para interagir com pessoas nunca dantes vistas - coisa meio rara vinda de mim. Levantei a cabeça e vi o casal, talvez o mais fofo de todos os casais fofos, num momento tão, tão bonito, que me senti invadindo a privacidade deles. Voltei pra minha pizza, quase envergonhada, e a imagem na minha cabeça me mostrou uma coisa: sorrisos  à parte, havia qualquer coisa de triste ali. É óbvio que essa impressão teve muito de experiências absolutamente minhas, mas, ai. Senti uma pontada. Fui para casa e comecei a escrever. Não tive coragem de publicar, porque, novamente, me sentia invadindo algo que merece muito cuidado, muita delicadeza, muita gentileza. Não queria ser eu a profanar o sentimento alheio.

É triste e ao mesmo tempo imensamente bonito o que algumas pessoas fazem pelas outras. Seria muito fácil dar um ultimato do tipo eu ou ele!, mas não. Gente foda não faz dessas coisas. Gente foda chora no canto, um pouquinho antes, bastante depois, mas manda ir. 
_Vai e faz direitinho o que tem pra fazer lá longe! E volta logo.

Aos dois, que eventualmente me dão a honra da visita por aqui, quero dizer uma coisa: fácil, fácil, não é não. Mas realizar um sonho exige algum esforço. E, se tem mais alguém junto, o esforço é de todo mundo. 
A ideia de deixar registrado no blog tem uma razão:
Fiquem todos sabendo que tem, sim, gente boa disposta a melhorar o mundo. Seja indo pra longe por um tempo, seja dando o apoio e, porque não, sentindo falta. Nessas horas acredito até que o mundo tem jeito. 


E no meio do monte de sentimentos e sensações que batem uns nos outros aqui dentro, me lembro de que preciso agradecê-los por me proporcionarem uns momentos de esperança.

4 comentários:

Orelha ® disse...

Nem me fale em relacionamentos "distantes" porque hoje quase invadi um, que na minha opinião se invadisse machucaria dois amigos próximos e um que pouco conheço, e tudo praque?

Cair na contradição da discussão anterior? não isso não faz meu tipo, ela faz... mas... é meio que esse seu bloqueio saca não quero cutucar firidas alheias... embora isso faça bem meu tipo também

Tati disse...

É preciso muita coragem prá lutar pelo o que se quer. E força!

Livia Holanda disse...

Putz, chorei.
:_(

Obrigada por tudo, frô. Pelas percepções (acertadas), pela força e pelo abraço virtual (super aconchegante) com o post. Tudo muito fofo!
Fica tranquila... foi tipo carinho na ferida (mertiolate pra curar, sem dor, né?) e não cutucada. :) Brigada.



E ssssh... logo eu tô no Oiapoque junto ó! ;)

Alex disse...

Gente boa enxerga as coisas boas, penso eu.

Adoro vc, parceira de tramóia!