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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

fragmentos


(fragmento 1) e esse meu amigo, o Pseudônimo – nome obviamente fictício –, dizia que sofria demais. sofria por tudo e sofria muito. sentia horrores cada vez que terminava um relacionamento.independentemente do tipo.


(fragmento 2) eu minto muito. minto quando quero companhia – invento as desculpas mais esfarrapadas –, minto quando quando quero ficar sozinha – as desculpas são mais esfarrapadas ainda ("eu preciso de algumas horas de solidão por dia, se não, 'me muero'").

(fragmento 3) o fato é que nunca me apeguei realmente a brasília. me apeguei, de verdade, a algumas pessoas, mas não à cidade (curitiba me é mais cara que brasília, e eu só passei uma semana lá). e a verdade é que me sinto meio culpada por isso. os shows a que assisti aqui, as peças de teatro, os restaurantes diferentes, as possibilidades, o céu. brasília é puro céu.

(fragmento 4) que essa estrada entre minhas duas casas é sempre doída. a ida, ou a volta, uma das duas é ruim (tá. vez por outra as duas são boas ou as duas são insossas).

(fragmento 5) escrevo sentada na cadeira preta, o caderno no colo e as pernas na janela. começou a chover uma chuvinha média (eu queria ter dito "uma chuvinha fina", porque é mais bonito, mas seria mentira, e eu não minto.era uma chuvinha média, mesmo) e friiia, tão fria que gelou meus pés.


*conclusão: eu não sei concluir um texto.


2 comentários:

carmim disse...

eu estou aprendendo a mentir pa mim mesma.

mas acho que isso nunca é uma boa saída.

Emiliano Abreu disse...

E pra quê concluir, mesmo?

A mágica é não ter fim, mesmo depois de ter acabado...

Não sei se parabenizo ou agradeço pelo blog, então vão as duas coisas =P