.
.
.
.
.

sábado, 22 de março de 2008

dos trabalhos pseudo-acadêmicos

Pra quem sofre de pacientite crônica.


(Desde que a humanidade é humanidade, os ratos a rodeiam , em busca de comida, de um cantinho morno, úmido e escuro – que a faxineira, invariavelmente, esquece de limpar – para viver. Um dia eles dominarão o mundo, junto com os ornitorrincos.)


Uma breve visão da verdadeira história humano-murina


No princípio era tudo escuridão, até que Deus veio com essa história de separar a noite do dia, a terra da água e de fazer árvores, o ornitorrinco (que é um rato com bico de pato, rabo de castor e que é gerado em um ovo parcialmente chocado dentro do pseudo-útero da mãe dele) todos os bichos mais normais que habitam a superfície terrestre – ou o fundo do oceânico –, e um serzinho peludo, que sobreviveu aos dinossauros, Chernobyl e Hiroxima. Não. Não falo das baratas (Como? Você nunca viu uma barata peluda?), mas dos ratos. E, desde que a humanidade é humanidade, os ratos a rodeiam , em busca de comida, de um cantinho morno, úmido e escuro – que a faxineira, invariavelmente, esquece de limpar – para viver. Eles são seres que nascem minúsculos, pelados e cegos e, ainda assim, conseguem roer todos os pacotes de qualquer coisa na despensa, roupas, papéis e capinhas de DVD (embora tais caixinhas possam ser enquadradas nos pacotes de qualquer coisa da despensa, normalmente são guardadas em outros lugares.)
A companhia dos camundongos muitas vezes nem era percebida E, por isso mesmo, influenciou vários dos grandes episódios históricos brasileiros e mundiais, a despeito do que nos contam os livros. Afinal, quem leu qualquer documento que contivesse a versão real do incêndio de Roma, em 64 d.C.? Pois foi após o rato roer a roupa do rei de Roma que Nero resolveu atear fogo a seu próprio império.
As cruzadas tinham como real objetivo o extermínio dos ratinos árabes, que foram carregados pelos comerciantes e infestavam a Europa. Além de impedir que os exemplares europeus fizessem o caminho inverso e enchessem de frescuras os animais do oriente. A famosíssima peste negra foi quem deu a má fama aos pobres ratinhos, criaturas tão especiais... Por volta de 1347 a peste negra mudou o cenário europeu. Dizimou quase metade da população do continente. Apesar disso, não gostaria de ouvir que esse foi um acontecimento ruim. Imagine só quantas pessoas haveria no mundo, se essas não tivessem morrido... A comida do planeta seria suficiente para os ratos. E só. Menos de cem anos depois disso, uma jovem no interior da França, uma Joana qualquer por aí, insistia que os guinchos dos ratinhos que infestavam os arredores de sua casa eram vozes divinas. Virou santa e padroeira de país desenvolvido.
Já no Brasil, os ratinhos foram responsáveis pelo famoso “Dia do Fico”. Nosso prezado príncipe regente sofria de uma musofobia desesperadora e por esse motivo mandaram desratizar a morada real. Deu-se que, com o veneno, todos os peraltas murídeos saíram de suas confortáveis toquinhas, nunca dantes tocadas por faxineiro algum, e se espalharam pela residência e D. Pedro ficou em cima da mesa de jantar por dois dias seguidos. E aquela balela de “bem de todos e felicidade geral da nação” foi golpe de marketing. Dom Pedro teve foi medo dos ratos.
Em 1812, nem todos os trocanters de Napoleão venceram os magníficos camundongos-da-neve russos. Os roedores comeram toda a ração de mafagafos dos soldados franceses. E reclamaram: era uma comida muito ruim.
Quando, nos anos 30, Hitler perseguiu judeus, negros, homossexuais etc., ele queria, na verdade apanhar os criadores de ratos da Alemanha. Obviamente sua estratégia não funcionou. Aliás, seu suicídio só aconteceu porque algum engraçadinho levou um quérquere de ratos para dentro do bunker. Adolf teve um ataque de histeria, pegou a pistola na intenção de matar treze dos ratos que estavam no mesmo cômodo que ele. Com o nervosismo, atirou na própria cabeça.
E essa evolução dos ratinhos continuou. Ainda nos anos 2000, eles mandam em uma das maiores empresas de entretenimento do mundo. Puseram a si mesmos como logomarca da Disney e faziam filmes em que exaltam a imagem ratina no mundo: “Bernardo e Bianca”, “O Ratinho Detetive” e o próprio Mickey Mouse (que é rato até no nome).
Eles ficaram maiores, mais espertos e desenvolveram a habilidade da fala (embora quase todas as suas manifestações religiosas se utilizem dos guinchos, como forma de se aproximarem de seus ancestrais). Começaram a perceber que podiam participar mais ativamente do mundo. Promoveram uma revolução e tomaram o poder mundial, junto com ornitorrincos saídos de algum recanto escondido da Austrália. Suplantaram a raça humana.
Os ratos acompanharam toda a história da humanidade. E as baratas acompanham toda a história da raticidade...

Um comentário:

carmim disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

meu deus...

mayra, oq vc anda cheirando ou fumando ou comendou ou bebendo?

eu ri muito, ri muito mesmo.


que bom que ainda existem pessoas que gostam de história!

hahahaha