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quinta-feira, 29 de maio de 2008

das mortes prematuras

domingo passado morreram duas pessoas que eu não conhecia (só duas, mayra??), mas que eram amigas de pessoas próximas a mim.
ambos estavam nos vinte e poucos anos e ambos morreram em acidentes com veículos automotores.

sempre que morre alguém jovem assim, eu sinto como se a ordem das coisas estivesse sendo alterada. parece, ou pelo menos as pessoas ao meu redor sentem que é mais difícil se acostumar com a idéia de uma menina que acabou de se formar morrer assim, do nada, voltando de uma viagem.

e sempre penso nos pais. enterrar um filho já não é a ação mais natural, e ainda existem todas as burocracias: reconhecer o corpo, cuidar da papelada, decidir em que caixão enterrar, resolver o que fazer das coisas que a pessoa deixou. sempre imagino o quão difícil deve ser desmontar o quarto do filho morto. tem ainda o problema da vida digital, internética, blogueira, orkutiana, emeésseênica que porventura a pessoa tenha. não consigo não me perguntar como fica o perfil no orkut. sei lá. acho que a tecnologia dificultou o desaparecimento das pessoas.


fica parecendo que não era ainda a hora do fim.

2 comentários:

Brenda de Oliveira disse...

"As pessoas que a gente ama deviam morrer com todas as suas coisas"

carmim disse...

eu preciso acreditar que a morte é uma passagem.