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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

das pessoas-cidades

hoje me ocorreu que pessoas são cidades.
eu sou cheia das analogias estranhas, mas essa me pareceu funcionar bastante bem.
uma pessoa é uma cidade e eu posso, de acordo com os caminhos da vida e minha própria vontade, me comportar de formas distintas.
posso morar nessa cidade (normalmente isso vale pra família, gente que se conhece desde sempre);
posso visitá-la de vez em quando, para férias ou temporadas sem razão explícita, e sentir todas as vezes o mesmo prazer (seja ele muito, médio, pouco, ou nenhum);
posso resolver – ou podem resolver por mim – me mudar para uma cidade diferente;
posso sair correndo da minha cidade inicial, ou de qualquer outra. é verdade que muitas vezes a gente carrega um pouco da cidade com a gente, mas se tem uma coisa que eu aprendi com as cidades, é que se podem fazer fugas mentais muito eficientes...


hhmmm
alguém sugere uma conclusão boa, por gentileza?






4 comentários:

carmim disse...

sua analogia não é estranha.

quando me propus a discutir os espaços e a memória; que seja da cidade, que seja do cinema, que seja das pessoas; enfim, discutir os espaços de uma forma geral, percebi como esses espaços se inter-relacionam. somos espaços "ambulantes" frequentando outros espaços. a memória é construída de tal forma que um certo local, um certo cheiro, um certo som nos remete à um tempo e à uma lembrança específica, o que nos deixa emocionados. a memória do cotidiano, dos espaços vividos e frequentados, dos acontecimentos é tão significante quanto aos próprios fatos e momentos presentes. quando você diz sobre escolhas, a analogia cabe mais uma vez. a memória por natureza é seletiva, preservando lembranças que foram significativas, sejam elas boas ou ruins.

adorei ler isso que você escreveu. é bom poder conversar sobre esses assuntos que estão próximos a mim.

beijo, saudade.


(p.s. às vezes a normalidade pode ser tediosa.)

Renato disse...

sim. (mas nao exatamente uma conclusao e sim uma continuacao.)

procure e leia "as cidades invisíveisdo" do ítalo calvino.

carmim disse...

"as cidades invisíveis" do calvino realmente é uma boa indicação. acrescentou à minha pesquisa.


,*

tiago araujo disse...

sabe, o legal disso tudo é pegar o bonito de cada uma dessas cidades e construir a sua propria. afinal, somos aquilo que vivemos. ou comemos. sei lá! ;D