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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

dos desesperos


andando na velocidade da luz, pra chegar em casa logo. aquela dor no pé da barriga tinha duas razões possíveis. e nenhuma delas era, assim, muito boa.

na esquina do supermercado, 3 minutos antes da porta do prédio (que a essa altura parecia sinônimo de porta do paraíso. não... a porta do banheiro era sinônimo de porta do paraíso), a visão: hippies vendendo lindas bugingangas hippies.
em outros momentos seria legal, pararia pra olhar, conversaria com os caras, mas hoje não. hoje ela precisava chegar logo em casa.
nem pisou na calçada, passou pelo asfalto, mesmo, pra evitar a provável abordagem. não funcionou.
_boa noite, moça! posso ter um minutinho do...
_amigão, eu preciso ir pra casa. tô com uma puta dor de barriga e pre-ci-so ir pra casa.
um risinho compreensivo do hippie simpático e o retorno à caminhada a 50 km/min.
uns 25 metros a frente, ela refez a cena (ela tem essa mania horrorosa de rever e refazer as cenas na cabeça, como se ajudasse em alguma coisa) e constatou, horrorizada, o que disse.
pensamento da noite:
_eu realmente falei aquilo pro hippie? nem eu acredito.


moral da história:
não há discrição, delicadeza ou elegância que resista a uma dor de barriga.

5 comentários:

carmim disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Cachorro de 3 pernas disse...

cagona...

quase disse...

haiuehaieuhaiuehaiehaiuehia

ai ai, quase.. alem de falar aquilo por hippie, vc ainda vem aqui e conta pra gente! =P

=D

;*

Joyce Pfrimer disse...

me veio um pensamento agora.... e qd é o contrario??

o q um hippie faria se tivesse dor de barriga??? deve ser difícil correr pra casa ou pra qualquer lugar q seja....

eu fiquei imaginando sabe...ta bom parei! hehe!

=P

mayra. disse...

mas quem foi que disse que fui eu?
não tem nenhum nome ali...

o|O