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domingo, 7 de dezembro de 2008

do fim de ano



Éeee, negada, acabou o ano.
Clichês estão aí pra serem usados, então lá vai: passou rápido, hem?
A dor da tatuagem na barriga já foi esquecida o suficiente pra eu querer retocá-la, mas as crises do fim do ano passado parecem se repetir. E quem disse que tudo tem que ser novo?

É interessante ver que algumas pessoas cresceram muito nesses quase 365 dias e que outras estão exatamente do mesmo jeito. Às vezes com corte de cabelo diferente, às vezes com roupas novas, e até com discursos novos, mas iguais por dentro.
Se bom ou ruim, não posso dizer.
Mas sei lá. Acho que não respeito muito as pessoas que não mudam nunca. Especialmente as da minha faixa etária. [crush, dave matthews]

Outro dia eu soube que uma pessoa x (de quem eu esperava leituras periódicas, esparsas, ocasionais, qualquer coisa) não me lê. Foi um pouco surpreendente e, talvez, um pouco decepcionante também. Fazer o que? A atenção não vem de todos os lados sempre. E falando em atenção, nunca tantas pessoas mexeram tanto comigo em tão pouco tempo quanto hoje na livraria. Nem na contrução! Nota mental 1: tirar foto colocando a cara no vão do papai noel de mentirinha faz, sim, as pessoas olharem pra você. Nota mental 2: continuar não me importando com isso. [l'amour, carla bruni]

Num outro dia ainda, eu recebi notícias de um colega da época em que eu fazia sexta série. Foi bom saber que uma pessoa que me era muito querida está bem, a salvo das maldades do mundo e completando ciclos. Escrevendo isso me ocorre que eu não sei se ele sofre, se tem crises, se acha que a vida está do jeito que deveria estar e me lembrei de uma coisa que outra amiga me disse uma vez: estar bem não significa estar isento sentir. [bandolins, oswaldo montenegro]


Voltando ao tópico de não mudar, pensei numas coisas que são constantes na minha vida:
  • ainda acho que tirar fotos no espelho do banheiro é bobo;
  • pra mim minha mãe é o cara;
  • banana amassada com neston ou farinha láctea vai ser bom pra sempre;
  • preservo umas amizades desde o jardim de infância e gosto de dizer: conheço fulano há 20, 15, 10 sei-lá-quantos anos - se fulano me agradar, claro;
  • continuo gostando de andar de madrugada. Voltinha na L2 às 6 e meia da manhã é revigorante. E eu durmo melhor depois disso;
  • continuo preferindo chá mate a café;
  • ouvir música no escuro me proporciona o mesmo prazer de sempre.
Em outras coisas eu mudei e uma delas foi dar uma abertura um pouquinho maior a pessoas novas. E, a despeito de não ter sido a única coisa, fico só com ela aqui. [bittersweet symphony, the verve]



Eu vou é dormir, que é a terceira vez que eu ouço oh e isso pode doer. Ainda que seja uma dorzinha boa de sentir.




e eu ainda gosto infinitamente dessa foto.



7 comentários:

Cachorro de 3 pernas disse...

Vc esqueceu de fazer as promessas pro ano novo... emagrecer, estudar mais.. essas coisas :P

quase disse...

Eeeita ano que passou rapido! Mas essas promessas de ano novo nao tao com nada.. pq tem q esperar o ano mudar? Pq nao faz no seu aniversario, q eh qndo o seu ano muda? E pq nao amanha, qual o problema com o amanha, soh pq ele ainda eh esse ano?

=P

;*

Joyce Pfrimer disse...

esse ano vou fazer tudo diferente prometer tudo ao contrário!

muda a cena tô eu fazendo a listinha de metas a cumprir pra 2009:

-recergame
-siam radutse
-olebac od roc a radum oãn


kkkk! eu sei foi péssima!
=P

mayra. disse...

quase, o problema do amanhã é que o meu chega quando o dos outros tá acabando. culpa desse negócio de viver no brasil, mas tendo relógio biológico acertado com o da austrália.

não fiz uma promessa, cachorrinho. eu evito essas coisas.

e, joycita duvido que vc não mude a cor do cabelo esse ano. hhahaha

=p

quase disse...

Uai, q q tem? Continua sendo amanha

=)

Joyce Pfrimer disse...

é! eu tb duvido...hehe!

Luiz Felipe Leal disse...

ah,
vc é muito boa nessa coisa de chegar a noite e se ler inteirinha por dentro.

gostei mto. e de 'bandolins' também.

um abraço.