Como foi o seu dia do orgulho nerd? Carregou sua toalha por aí? Foi o dia da toalha também. =}
Mas nem é sobre isso o post da madrugada.
Relendo umas coisas de quando eu ainda lia o RMM no escuro, pensando outras, me irritando com outras e tal, me lembrei de um tópico comumente citado em conversas de menininhas - e de não menininhas também: beleza. (Tô polêmica, tô polêmica!) E pós rascunho do post, teve ainda o Cachorro de três pernas entrando no assunto.
Quando eu tinha 13 aninhos de idade, portava um cabelo de comprimento respeitável e lisura daquelas que as pessoas querem porque na propaganda de shampoo os cabelos são parecidos. Peguei uma tesoura - mentira: minha tia pegou uma tesoura - e minhas madeixas passaram a quase channel. E joguei neles uma maravilhosa tintura vermelha. Pronto, tava feita a cagada. Minha alergia a cores se apresentou e me lascou lindamente, fato que contribui para a chegada ao ponto desejado:
Compensa?
À época eu era bastante feliz com os cabelos tingidos e houve até o tempo em que eles era roxos. Bonito, mesmo. Ia bem com a minha cútis pra-lá-de-pálida. Mas era visivelmente artificial. (Não como a Joyce, que tem alma de ruiva e só nasceu loira por descuido da natureza. Ela É ruiva, mesmo não tendo nascido com cabelo vermelho.)
Enquanto terminava aqui a minha saudável refeição de leite ninho com moça flakes [/dooooce!], me lembrei do problema que tinha com o meu delicado nariz de turca. Meu sonho era a rinoplastia salvadora de almas, que finalmente me deixaria em paz com a imagem do espelho, ao que minha sábia momõe me informou: "Se você deixar seu nariz igual ao meu (e era tudo o que eu queria: ter o narizinho bonitinho dela), vai perder a harmonia com seus olhos, que são tipicamente orientais. Ficaria estranho. As coisas nascem combinando, o conjunto é que importa." Não que ela tenha me convencido imediatamente, mas com o tempo fui vendo que é isso, mesmo. A cor do cabelo e o tom de pele, queixo grande com nariz proporcional. Claro que algumas mudanças podem ajudar e eventualmente até intervenções cirúrgicas, mas isso é por vontade, ou pressão?
Não compro certos padrões estabelecidos. Barriga não tem que ser chapada, cabelo não tem que ser liso, míope (hipermétrope, cansado da vista, astigmata - adoro essa não-palavra) pode usar óculos ao invés de lentes de contato, sobrancelhas não precisam ser finas, mas pés precisam ser limpos. De pé sujo eu morro de agonia!
Naturalidade.
Acho que é essa a chave.
Vejo mocinhas (ou nem tanto) por aí tentando ser bonecas e confesso sentir um pouco de pena. É ridículo. Ser escravo da imagem é ridículo.
Hoje eu me embriaguei de Silverchair:
Freak;
Anna's song;
Straight lines;
After all these years; Essa é a canção que eu quero cantar. Mesmo, mesmo.
World upon your shoulders.
(juro que a escadinha não foi proposital)
Yeah, I have a thing with the verb to burn.
Mas nem é sobre isso o post da madrugada.
Relendo umas coisas de quando eu ainda lia o RMM no escuro, pensando outras, me irritando com outras e tal, me lembrei de um tópico comumente citado em conversas de menininhas - e de não menininhas também: beleza. (Tô polêmica, tô polêmica!) E pós rascunho do post, teve ainda o Cachorro de três pernas entrando no assunto.
Quando eu tinha 13 aninhos de idade, portava um cabelo de comprimento respeitável e lisura daquelas que as pessoas querem porque na propaganda de shampoo os cabelos são parecidos. Peguei uma tesoura - mentira: minha tia pegou uma tesoura - e minhas madeixas passaram a quase channel. E joguei neles uma maravilhosa tintura vermelha. Pronto, tava feita a cagada. Minha alergia a cores se apresentou e me lascou lindamente, fato que contribui para a chegada ao ponto desejado:
Compensa?
À época eu era bastante feliz com os cabelos tingidos e houve até o tempo em que eles era roxos. Bonito, mesmo. Ia bem com a minha cútis pra-lá-de-pálida. Mas era visivelmente artificial. (Não como a Joyce, que tem alma de ruiva e só nasceu loira por descuido da natureza. Ela É ruiva, mesmo não tendo nascido com cabelo vermelho.)
Enquanto terminava aqui a minha saudável refeição de leite ninho com moça flakes [/dooooce!], me lembrei do problema que tinha com o meu delicado nariz de turca. Meu sonho era a rinoplastia salvadora de almas, que finalmente me deixaria em paz com a imagem do espelho, ao que minha sábia momõe me informou: "Se você deixar seu nariz igual ao meu (e era tudo o que eu queria: ter o narizinho bonitinho dela), vai perder a harmonia com seus olhos, que são tipicamente orientais. Ficaria estranho. As coisas nascem combinando, o conjunto é que importa." Não que ela tenha me convencido imediatamente, mas com o tempo fui vendo que é isso, mesmo. A cor do cabelo e o tom de pele, queixo grande com nariz proporcional. Claro que algumas mudanças podem ajudar e eventualmente até intervenções cirúrgicas, mas isso é por vontade, ou pressão?
Não compro certos padrões estabelecidos. Barriga não tem que ser chapada, cabelo não tem que ser liso, míope (hipermétrope, cansado da vista, astigmata - adoro essa não-palavra) pode usar óculos ao invés de lentes de contato, sobrancelhas não precisam ser finas, mas pés precisam ser limpos. De pé sujo eu morro de agonia!
Naturalidade.
Acho que é essa a chave.
Vejo mocinhas (ou nem tanto) por aí tentando ser bonecas e confesso sentir um pouco de pena. É ridículo. Ser escravo da imagem é ridículo.
Hoje eu me embriaguei de Silverchair:
Freak;
Anna's song;
Straight lines;
After all these years; Essa é a canção que eu quero cantar. Mesmo, mesmo.
World upon your shoulders.
(juro que a escadinha não foi proposital)
Yeah, I have a thing with the verb to burn.
6 comentários:
Experimenta mudar alguma coisa em você pra ver o que te acontece, mocinha...
Vou até aí consertar tudo de novo!
Não mexe no que tá pronto!
:)
Beijo nesse narizinho de turca que se eu pegoémelhorpararporaquiantesqueeudigabesteira...
:***
Eu não mudaria nada em vc! Perderia todo o charme mayra de ser! Mas o cabelo novo ó, ficou supimpa!!!!
Eu sou ruiva de alma msm né? nao tem jeito, nem loira eu sei ser mais!
O qqqqqueeee?? A Joyce não é ruiva?? Ela faz isso só pra dar azar pra gente? (ruivas dão azar, fato) eheheh sacanagem, eu já sabia...queria só sacanear com ela. :P
To quase escrevendo outro post sobre beleza. Só porque eu sou feia essas coisas me perseguem eheheh
É isso que eu digo, é isso que eu digo! A pessoa nasce bonita no conjunto! Não tem que mudar nada! Tudo combina com tudo! Fica com essas piras malucas de pintar cabelo, cortar nariz.... :oP
Hey, achei tão fofo que você tava relendo meu blog! ;o~~~~
A Joyce não é ruiva? Caiu por terra minha teoria! PORCARIA! o.O
Mas, olha. Não muda NADA! Tá lindézima! :o)
devev mesmo é fazer parte da adolescência querer tantooo mudar; a insatisfação do corpo;aparência.
Daí acontecem as mudanças. Umas recheadas de arrependimento. Mas como diz a frase: caminho se conhece andando.
Então é isso: experimentar para descobrir o que se quer de verdade.
Nessa quase-pós adolescência (recém-adulto), já estamos Mais maduros (é, vai. em relação à adolescentes e prés). Relaxa-se mais com questão de aparência (os realmente normais?).
Eu adoraria ter o nariz menor, cabelo mais liso, ser ruiva (tenhos uns mízeros fios). Mas aprendi a me gostar. Mudança drásticas iam me deformar. Foi assim que aprendi a me gostar mais, entende.
(minha alma é ruivaaa também hahah)
aiii, qto tempo que não escuto Silverchaurdelícia.
Fui à um show deles em Recife, acredita?
Loucuraaa!!!!
beijo com queijo!
;)
esqueci (depois da redação hahah): você é linda. eu acho :D
queria ver seu cabelo novo...
=}
Postar um comentário