.
.
.
.
.

sábado, 8 de agosto de 2009

das coisas que a estrada me traz

Estrada sempre me faz pensar. Se não no que comi (porque enjôos são uma constante), na vida, nas pessoas, na música que tá tocando, na música que eu queria ouvir, no cabelo da moça ali-na-frente-que-precisa-urgentemente-de-uma-hidratação-acho-que-vou-dar-o-telefone-da-minha-cabelegreira(que é uma cabeleireira que faz milagres. Além de fazer a melhor carne moída da galáxia!). E muito frequentemente penso na estrada propriamente dita. Deve ser algum tipo de metalinguagem. Agora o cerrado tá seco, seco, com uns pontinhos verdes esparsos aqui e ali. E no meio do nada surge um ipê amarelo, quase gritando na cara dos desatentos. Dentro de Brasília tá assim também. Quando começa o tédio visual um ipê pula na sua frente. Na minha, pelo menos, eles pulam.

bem assim, ó


Fiquei pensando no cerrado e em como eu não quereria sair daqui se houvesse um pouco menos de calor e mais de umidade. As árvores tortas, as sementes que precisam pegar fogo para germinarem, o céu mais bonito do mundo, que fica infinito nessa época sem nuvens. Gosto mesmo do lugar em que nasci. Acho bonito, o cerrado é quase poético (a conterrânea Cora Coralina acaba de dar dois pulos no caixão por causa desse "quase").

No meio de uma das músicas me ocorreu uma coisa que eu sei há tempos e tempos, mas sempre esqueço, ou não reparo. Ou como observei exatos 14 minutos atrás, eu não retenho certas informações, às vezes de importância crucial para a vida (como, por exemplo, que o Elvis Costello é casado com a Diana Krall. OI? Por que tudo isso? Desculpa, Tadsh, mas ela ainda é a única loira que eu invejo na vida.).
Do que eu falava, mesmo?
Ah, sim, da observação seguinte.

Por razões que não fazem diferença na vida de outra pessoa, eu tenho uma coisa, um je ne sais qua, com músicas que tenham o verbo To burn. Sim, eu entendo o porquê, mas deixa assim, vago, mesmo, que mistério dá um charminho e tal.

Daí eu fui listando:
Nothingman;
World upon your shoulder;
Into the sun (nas entrelinhas vale também);
Fuel.


E parei de listar, porque parti para fatos aleatórios da vida.

Dedicatória escrita pelo autor do livro é legal. Se ele é seu amigo é mais legal ainda. Agora, filhão, quando seu nome tá nos agradecimentos, ali, impresso, cheio de sorriso, a leveza toma conta da gente e a cara de boba a felicidade é muito grande. Meio que nasceu um sobrinho, sabe?
Fui disso para os aniversários dos dias oitos. Várias pessoas queridas nasceram desse dia. Acho até que 8 entrou no roll dos meus números favoritos. Isso me lembrou de uma frase que sempre me pega quando escuto o Golden State, do Bush (leia-se com freqüência considerável) The things we do to the people that we love e me faz pensar no quanto a gente pode ser idiota com as pessoas que menos merecem idiotices da nossa parte. Taí. Acho que é a meta pro meu fim de ano: ser menos idiota com as pessoas que não merecem minha idiotice.

E meta de fim de ano deve ser mais fácil de se cumprir que as de início de ano, não?


Hey, You!

One, two, three, four!

Happy, happy birthday
from all of us to you
We wish it was your birthday
so we could party too!

Happy, happy birthday
may all your dreams come true
We wish it was your birthday
so we could party too!


Tu é muito gente fina, bacana pra xuxu!



a foto do ipê foi tirada daqui, ó. :)

5 comentários:

Tati disse...

Ê, eu faço aniversário dia 8! \o/ E é verdade, eu sou bem do tipo que faz um monte de idiotices e os idiotas nem notam. :oP [/ok, ficou meio confuso, mas sei que entendeu...]

(L)

Joyce Pfrimer disse...

eu tb sou apaixonada por cerrado! e adoro pensar q nascemos no coração do Brasil! é tão pulsante isso!

q q ce acha de eu ir pra bsb semana q vem?

Nathie disse...

Também gosto do cerrado
Também penso aleatoriamente na estrada
Também queria essa meta pro final do ano,

e o post ficou bom pácarai (termo enfático). ;]

J. Caribé disse...

Também acho lindos os ipês amarelos que florescem nessa época do ano. É como se a seca fosse algo belo: uma espécie de conto de fadas. Quando tudo parece cinza, surge esse amarelo-canário que encanta tantos olhos e tantas lentes. Pena que eu esteja tão seca quanto o tempo e tão sem vontade de nada. Minha lente parada... Se eu tivesse um ipê plantado do lado de fora da janela do meu quarto, quem sabe?

Beijo.

Débora. disse...

Mayra, vc é foda! Quando eu crescer quero saber escrever que nem vc. =*