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terça-feira, 25 de agosto de 2009

dos cabelos



Sentia a boca seca, um nó na garganta a cada vez que pensava nele. E pensar nele a cada 37 segundos não diminuía em nada a sensação.
Queria vê-lo, isso era um fato. Se arrumou. O cabelo, que andava sempre preso, foi escovado com certo cuidado, já que se lembrara de um comentário, algo vago, sobre a preferência dele por cabelos soltos. Com o coração descompassado, pulsando na garganta; nos ouvidos; nas pernas que a carregavam até o local do provável, embora não certo, encontro; no peito também, que parecia saltar a olhos vistos.

Quando o viu o coração parou por uns instantes. Ao voltar, batia como se quisesse escapar da caixa torácica. Controlou-se e reparou que já sorria.
A tarde passou, a noite chegou e ele foi levá-la em casa. Por sentir calor enquanto caminhava, prendeu o cabelo. Ele sorriu:

_Eu gosto do seu cabelo preso.
_Mas você não gosta de cabelo solto?? * e a insegurança gritando "Será que é só do meu cabelo que ele não gosta?" *
_Gosto. Cabelo solto é bonito, é mais feminino. Mas eu gosto quando você prende o cabelo. Dá pra ver melhor seu rosto.



4 comentários:

Cá Sousa disse...

"Com o coração descompassado, pulsando na garganta; nos ouvidos; nas pernas que a carregavam até o local do provável, embora não certo, encontro; no peito também, que parecia saltar a olhos vistos."

Eh uma sensação boa... é setir-se viva!

ótima noite

bjs

Joyce Pfrimer disse...

de fato...é sentir-se viva! e eu sinto uma falta de me sentir assim...

Marina disse...

ai que lindo. a joyce fala por mim tambem. ;*

R.R. disse...

e no fim ela descobriu que ele a preferia como ela era...linda! =D

;**