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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

dos quereres


Era uma vez uma menina que tinha um blog e queria muito postar uma algo legal nele.
Começou alguns textos, que não foram de muita serventia, já que não conseguia terminá-los. Pensou em alguns assuntos, mas esses eram muito pessoais e internet não é lugar dessas coisas.
Tentou escrever sobre o avô, cara que definitivamente merece um pouco mais de atenção e dedicação, mas a menina não sabia como explicar em letrinhas num texto tudo o que ele representa pra ela.
Resolveu falar da mãe, mas agora conseguiria menos ainda ser coerente falando dO cara.
Amor. Sempre há o que falar sobre o amor, mas ela achou por bem ficar quieta, já que amor se refere a pelo menos uma outra pessoa e nessas horas a gente tem mesmo é que falar baixo.
Religião é muito polêmico.
Aborto, então, ó...
De futebol ela não gosta.
Não tinha nada de musicalmente extraordinário pra contar.
As crianças andam meio longe e ela não sabe das novas.
A faculdade tem se mostrado meio chatice, meio agradável, sem nenhum assunto relevante - pelo menos hoje.
O trabalho é bom, cansativo e cheio de coisinhas, que pelo bem da ética devem permanecer entre ela e ela mesma.
Quis falar do Nietzshe, mas alguém que mal sabe escrever o sobrenome do homem, e que se sente uma tapada quando o lê, não teria muito o que falar. A não ser que falasse idiotices e isso ela tenta evitar.

Foi ler um livro.
Se manifestar pra que, né?

4 comentários:

Nathie disse...

Me identifico bastante com seu pseudopost metalinguístico, principalmente hoje!

Joyce Pfrimer disse...

eu não gosto de falar do Nietzshe, pq eu tb não sei escrever o nome dele...e a minha pronuncia, tb nao sei se esta tao correta assim!:P

Solin disse...

acabou saindo algo tão legal e criativo.
Essa história é de todos nós, blogueiros.

\o/

Tati disse...

Me lembrou uma frase: Que os outros se jactem das páginas que escreveram. Eu me orgulho das que li.

Acho que é do Neruda. Acho que não. Não lembro.

=D