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domingo, 2 de maio de 2010

dos carequinhas bacanas



♫ Beautiful


Daí que o carequinha mais amado da música pop-rock-eletrônica-dance-whatahell veio pra Brasília fazer a gente feliz. O show, parte das comemorações dos 50 anos da cidade, era de grátis, mas quem doasse 13 moedas de prata pro plantio e acompanhamento de uma arvere do cerrado  recebia inteiramente grátis, sem pagar mais nada, passagem livre para a área vip do evento. Área vip pra 2 mil pessoas. De boa, né? Né. Tirando os malas que sempre se postam ao meu lado em qualquer show que eu vá - e não falo dos meus amigos, que são todos uns anjos -, tudo correu lindamente.

Minha preparação psicológica se mostrou de altíssima eficiência e a parte forte da minha mente dominou a parte fraca, um lance meio Karatê Kid, meio esquisitice. O "aquecimento" pro show me enjoou, porque música eletrônica nunca foi a minha praia, mas a mente dominando a mente e uuuus amigo olhando pra longe ajudaram bastante.
O show que deveria começar à 00:00 [ou teria sido às 23:00? Nem me lembro], começou na hora, vejam só.


Projeções na parede do Museu e uma mexidinha manual pra fazer o bonequinho [ele tem nome? É o Little Idiot, né?] dançar quando o brother projetor achou justo e necessário, além de luzes foram os únicos efeitos. E, convenhamos, não precisávamos de nenhum outro. 
Começou com a quietinha A Seated Night, enquanto a galera entrava. Veio Extreme Ways, seguida por In My Heart, música na qual a gente teve o primeiro contato com a Joy, vocalista. Daí ele resolveu me matar com Mistake e nessa hora, eu juro, já estava meio fora de órbita. É praticamente impossível não se deixar levar pela energia que vai intoxicando a gente. Ou, pelo menos, me intoxica em alguns shows. Daí tivemos Flower, ele agradece em português e manda Bodyrock, gerando uma leva de pulos e poeira entrando em todos os orifícios expostos, situação continuada em Go, na qual ele - como em algumas outras - brinca na percursão e, opinião de quem entende BEM mais que eu, tocou direitinho. Pra chegar dando voadeira no meu coraçãozinho, Why Does My Heart Feel do Bad? e Pale Horses [assiste essa aqui também]. Depois de se desculpar por ser um americano idiota que não sabe falar português, dedica Porcelain ao aniversário de Brasília. No meio da apresentação, mocinhas voando com luzes sob a roupa fazem uns calamabrismos no ar, que se estendem até... We Are All Made Of Stars. Tão apropriado! ^^ 
Eu me lembrei de um aniversário importante daquele dia, de gente que poderia muito bem não existir e estive muito atenta a outra que, veja bem, faz bem em estar por aí.
Foi a vez de Natural Blues, a lindinha, fofa e tocante Walk On The Wild Side, que ele dedicou à sua própria cidade, Raining Again, pra quebrar o clima e trazer um pouco mais de poeira às nossas vias aéreas.
Havia muito tempo já éramos eu, a música e o palco ali pertinho. Eventuais comentários cozamigo e uma incrível sensação de vergonha alheia quando tocou Disco Lies e as pessoas começaram a fazer aquele insuportável "Uh! Uh! Uh! Uh!" típico de boate, sabe? VER-GO-NHA.
Tivemos The Stars, como última música antes do indefectível bis. 
Quando ele volta, dedica a próxima música ao pessoal das plaquinhas. Explico: um garela teve a ideia genial de reproduzir as plaquinhas que os aliens empunham no clipe de In This World. Fiquei com inveja da sacada deles.
Aí veio o golpe de misericórdia. A gente acha que o show tá reduzindo a velocidade e entra Honey. Mais que isso: no meio de Honey, Whole Lota Love, do Zeppelin. E com a tecladista cantando pacaralho. Sério. Sério. SÉRIO. Como que o bicho tem a coragem de fazer isso com a gente? Assiste aqui e me conta.
Fechou-se o show com Feeling So Real, pra ninguém esquecer que o cara é DJ e faz as pessoas se mexerem. 

Eu tinha expectativas bem altas a respeito dessa apresentação e ela superou tudo que eu esperava. Foi lindo, as fotos ficaram ótimas, e a noite terminou explendidamente bem. Fui dormir cansada e com o coração duplamente acalentado.

"A música eletrônica mais orgânica que eu já vi."


Pra ficar melhor, só se caísse um milhão de dinheiros na minha conta.


4 comentários:

Caracol Menina disse...

Grande relato. Me senti quase lá, ou seja, fez o trabalho direitin rs

Eu ia pedir para vc falar da vida em Brasília (mais do vc já fala?), pq ouço tantas contradições desse lugar. Mas xapralá :P

Então, aqui http://www.flickr.com/photos/annapaola/4530655039/in/set-72157623757071661/
a gente tem uma idéia mais visual do que vc estava vendo, e acredito eu q essa carinha é de Satisfação :)

Só pra terminar, posso me adicionar vc no seu Congeminações Fotográficas (como eu não sabia? :T)

Inté
;D

Tati disse...

Que bacana, May. Não conheco Moby, mas se ele tem esse dom de deixar as pessoas tão felizes, já admiro. :o****

Cachorro de 3 pernas disse...

Véi, (olhando pra) de longe foi um dos melhores shows da minha existência...

Joyce Pfrimer disse...

só pra me invejar...

que conste que o seu post foi a minha playlist nessa tarde de domingo enquanto fazia um trabalho da pós-graduação!

=P