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domingo, 25 de abril de 2010

Das respostas que eu já deixo prontas



_Você trata a tristeza como se não fosse uma coisa ruim.
_Porque não é de todo ruim.
_Mas você fica aí fazendo parecer que é bonita.
_Bonita, eu?
_É. Digo: não você, mas a triste...quer dizer... você é bonita, mas... Ah! Eu só falava dessa porra que destrói a gente por dentro e não traz absolutamente nada de bom.
_Cê realmente acredita nisso?
_Piamente. Nada de bom.
_Então ouve isso e isso e agora me diz se não é pura tristeza. E pura beleza também. Beleza é bom, certo?



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10 comentários:

Guilherme Magri da Rocha disse...

Belezas tristes...

Tati disse...

Cara, essas "coincidências" me espantam. Acabei de postar sobre beleza triste. Acho que a gente tem a mesma opinião quanto a isso. Dificil mesmo é ver triste quem a gente gosta. Mas, off topic, eu queria dizer que você parece escrever com tanta facilidade, eu digo, seus textos são tão gostosos de ler, tão leves. Queria escrever assim também.

(e nessas vou acabar parecendo alguém que te imita, já que até o título do meu post ficou no seu estilo, mas acredito que você acredite em mim quando falo em coincidência e, hey, você sabe que gosto de verdade de você e do que escreve e isso não quer dizer que vou tentar te copiar por isso).

marinamarela. disse...

eu acredito em belezas tristes. e eu, apesar de parecer sempre alegre, sorridente e (...) vejo coisas tristes e fico feliz, de modo que, entenda, eu reconheço coisas boas nas tristezas da vida, e principalmente, PRINCIPALMENTE na música. tem coisa mais bonita que uma musica triste, cantada com a alma, como o eddie faz? ou clapton, que seja? tudo tem seu lado bonito. o seu blog, tem todo um lado muito lindo. que como eu disse, tá na minha zona de conforto, porque virou leitura diária. e eu adoro.


mas falando nisso que a tati comentou acima, sobre copiar e etc. acho que "copiar" é uma palavra meio forte se tratando de blogs, modo a escrever e tal, claro que ninguém gosta de ser "copiado", mas tem uma coisa que a gente cria no universo sa leitura diária bloggeira: afeto. eu ao menos criei. e eu tenho um afeto enorme, e talvez até incompreendido por várias pessoas que nao conheço e que somente leio, que entendo nas entrelinhas, que interpreto, que sinto, que levo comigo. afeto pelas histórias que me trazem, pelo sentimento que me proporcionam. e é isso que eu sinto, por você, por tati, por joyce, por várias pessoas lindas, que eu queria muito poder conhecer. e voltando ao lance de "copiar", acho que quando vc vê algo "seu" no blog de outras pessoas, é sinônimo de admiração também, afinal, tudo o que eu gosto e acho bonito nos outros, quero ser também... porque me faz bem, me deixa feliz e é isso que eu quero tentar fazer pros outros também. sempre que eu puder, mais e mais. como se eu tivesse rebloggando as coisas boas que eu sinto pelos amigos bloggeiros que eu encontrei pelo caminho.
que fique clara a alegria amarela em conhecê-la, querida congeminadora. (adoro falar esse nome: congeminadora).

Beijos.

Toni Barros disse...

Eu ia escrever um comentário mas, ao escrever, lembrei que existe uma música que diz exatamente o que eu ia dizer.

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas, pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não.

Ricardo Chicuta. disse...

Mas é que assim,até as tristezas belas machucam.Toda tristeza machuca.Não gosto...

Caracol Menina disse...

Tipo Shêikisper, com um tempo a gente aprende a ver as mesmas coisas por ângulos diferentes. A beleza da tristeza (ou o algo bom que ela tem) está exatamente neste ângulo que procura-se ignorar.

:)

(solin)

Nathie. disse...

Beleza e tristeza até rima.

Manoel Leonam disse...

A beleza justifica a dor. E a arte consola a vida.
Quer dizer, talvez não para quem busque levar a vida como se ela fosse uma obra de arte – porque ela não é (tristeza só bonita num poema) –, mas para quem reinventa a vida na experiência da arte – tanto como expectador ou quanto como autor.
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Fez sentido?

Livia Holanda disse...

É muito bom ser feliz e saltitante a vida toda, mas é tão não-humano que quando a gente vê esse povo que nunca fica triste (a galera superdobeeeeeem, váibe superpositiiiiiva, que dá bom dia ao sol e tals ¬¬) bate uma "desconfiança" de que o sorrisão não é verdadeiro/sincero.

É coisa de gente passar por altos e baixos. E assim como tem tristeza bonita, tem alegria feia também. Acho que depende de como a gente chega nesses estados de humor e o que senti-los acaba nos trazendo, né?

PS: A segunda música é lindamente triste. (:

Livia Holanda disse...

e ah! veja a capa da Galileu deste mês... tudo a ver.
:*