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terça-feira, 10 de agosto de 2010

da cafonice que existe em todos nós


Foi uma noite difícil. 
Depois de um comentário qualquer - mentira. Não foi um comentário qualquer, mas para fins didáticos, diremos que foi - uma música citada, uma música pregada na cabeça. Entre tapas e beijos. Antes fosse comida mexicana. Eram meus conterrâneos, Leandro e Leonardo. A música, bem aquém do padrão de qualidade exigido antes mesmo do meu nascimento, trouxe a memória de uma outra, jogada no ar pelo amiguinho virtual - que um dia eu descubro, assim como já aconteceu, que é meu primo [ô, @sundaysun, mais um, viu?!] - e acompanhada de um desafio: achar algo mais cafona, no conjunto da obra, que Detalles. Não, você não leu errado, joaido leitor, era Detalhes, do rei, mas en erpañol. cantado pelo rei, claro. Destemida e aventureira que sou, botei Tico e Teco para funcionar. Qual a música mais brega que conheço? Será que está no nível adequado de cafonice? Youtube, vem cá, seu lindo, que a gente precisa conversar. 
E como via de regra ele não me decepciona como a maioria dos doces de padaria insiste em fazer, lá estava ele. Lindo, brasileiro, cafona, oitentista, cheio de mullets [Tadsh, te dedico!]com pegada gótica esvoaçante, nossa querida [?] Rosana, com a música mais tocadas nas festas [intencionalmente ou não] bregas deste Brasiw. O amor e o poder for the win. 
Mesmo o grande desafiador da noite cedeu aos encantos da graciosíssima Rosana. 

É claro que eu deveria ter parado ali mesmo. Já era suficiente. Mas vocês conhecem o ser humano, esse besta que nunca entendeu a mensagem dos golfinhos. Vesti meu shortinho azul piscina do Tchan!, um abadá customizado, amarrei meu cabelo no alto da cabeça e cliquei. Não no Tchan!, como era de se esperar pelo outfit, mas no ícone mais fantástico de nossas infâncias. Nesse mito cult, nesses Beatles brasileiros, a banda mais ortodonticamente incorreta deste País [*faz um megafone com as mãos e a cada sílaba, um pulinho pra direita/esquerda, alternando os lados*]MO-LE-JO! Era um Piores Clipes, mas suponho que isso não me isente de nada. Nos vídeos relacionados, o Youtube - esse quase equivalente do Discovery Channel - trazia Caçamba [♪ Parã, pararará! Parã, pararará! Parã, pararará rarará! ♪] , que eu nem me lembrava que era da turma do Andrezão. Assisti também. Pela curiosidade, calaro. Por alguma razão essa música me trouxe uma outra, diabética de romance, Lua vai [opa! errei o link. hahaha] e todo mundo sabe que essa tem que vir acompanhada por Inaraí, a campeã do grude na cabeça.
Na noite seguinte, contei - ou, num termo mais adequado, admiti - o acontecido [por que, meuldeuls eu faço essas coisas?] e não deu outra: grudou tudo na minha cabeça, feito super bonder no dedo quando se está com pressa e, especialmente se estiver mexendo com papel. 
Seguindo a ideia do PC Siqueira, pensei na Dança da Manivela. Fudeu, bróder. Eu tentava dormir, mas cantava mentalmente aqui tá quente, aqui tá frio, muito quente, aqui tá frio e, como é sabido, o corpo precisa estar numa temperatura estável pra dormir. Desse jeito era impossível. 
Mais ou menos a essa altura, ouvi um Boa nôtche! Era a senha para o meu cérebro transtornado. Comecei a recitar:
_Meu nome é Edith Maria Manuelina Tarabetina Capitulina de Jesus Amor Divino. Eu sô líder comunitária e  tô aqui, não pra falar, eu vou ser curtigrossa.
[...] Você, que não tem os pobrema que eu tenho, não os plobrema que eu passo não pode sentir o que é educar seu filho na favela. Mas esse livro, que é facico de ler, porque é escrito em facicos... 

Fui dormir tranquila, com a dona Edith e um abajur cor-de-carne.

Suponho que vocês esperassem Wando, Falcão, ou talvez até Reginaldo Rossi com Roberta Miranda. Mas receio informar-lhes que meu repertório brega é muito limitado. Muuahahahaha!  
Agora a  melhor de todas: essa aqui 






[update]
  • 1- Lembrou-me uma coisa. Havia uma dupla que me matava de ódio. Máida e Maysa. Além uma ter o nome muito parecido com o meu [com pronúncia quase igual, devido à acentuação], a outra tem o nome da minha irmã. Na tela:


  • Não tinha pensadono que esse post pode provocar nas cabecinhas de vocês. Sério. Apesar da obviedade da questão, não me ocorreu que as músicas grudariam aí também. Agradecimentos à Lívia, que me alertou para os fatos.   
[/update]


"A Mayra não voltará a escrever nem ouvir esse tipo de coisa." Prometeu o ET que tomou posse do meu cérebro.



*A propósito, no dia dos pais admiti pra família que quando eu era criança jurava que o Wando era meu tio disfarçado. Ainda não sei se a reação foi boa, porque nêgo tá rindo até agora - menos o tio em questão.






 **"Mas não adianta. Não acredite num só sorriso que eu der essa noite."



9 comentários:

Tati disse...

Curto música brega, de zona. Não reprimo não. Hoje acordei com As Marcianas (♫ Vou te amarrar na minha caaaa-ma ♫) na cabeça, toda faceira. :)

Livia Holanda disse...

Ca-ra-ca... só pérola!
Faltou citar "Não era amôoo-ô-ô, não era. Não era amoôooo, era cilada, cilada, cilada", clássico do Molejão, presente na minha mente desde quando mandaram a letra pra apreciação (vale a pena conferir).

A sua lista de brega tá DIGNA! Se eu ficar com a maior parte das lindezas aí na cabeça até o fim do dia, querendo explodir, a culpa é TODA sua.

:*

Orelha ® disse...

Meldels mulher! você tem que ver isso ai, porque pode se tornar um problema maior, agora só te tira o sono com o tempo pode te fazer perder o emprego a familia e tudo mais.

É bom ver isso ai antes seja tarde.

Any way até logo e obrigado pelos peixes.

Letícia disse...

Hahahaha, menina, ontem mesmo eu tava aqui cozinhando e uma versão ainda mais brega de "Baby", do Rick & Renner, começou a tocar no meu juízo (meus vizinhos amam essa música). Aí pra ela desgrudar, eu comecei a cantarolar "quem dera ser um peeeixe", hahaha. Aí eu fiquei me perguntando onde estaria Raimundo Fagner e como seria mágico se nos dias de hoje ele lançasse uma música nova do calibre de "Borbulhas de Amor". Porque a cena musical atual tá precisando.

Sobre o primo perdido, que família grande, a nossa, hein? :)

Luciana disse...

MORRI kkkkkkkkkkk
Mais morri foi de rir!(alto)

Pedro disse...

música ruim é assim; você começa pela diversão e acaba dançando braga boys no hall do elevador com vizinhos ao lado - não que isso tenha de fato acontecido, eu choco para impressionar :D

pare enquanto há tempo! acredite ou não, existem coisas mais pesadas! :D

Cris disse...

Adorei o post, não tenho nada contra o brega, canto junto, etc. E me surpreendo conhecendo várias de cor!!:)

Juliana Dacoregio disse...

E a dancinha da vassoura, cadê? Varre pra esquerda, varre pra direita...
Ah, e Lua Vai é mó fofa, fala sério! Adorava cantá-la nos videokês da vida!
"Fala pra ela que sem ela eu não vivo, viver sem ela é meu pior castigooo... Vai dizeeer que se ela for eu vou sentir saudades...dos velhos tempos que a felicidade reinava em nossos pensamentos, Luaaa.." Pura poesia, vai dizer que não?

Giu disse...

Música brega é luz, é raio, estrela e luar