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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

da caixa de Pandora



Não crendo que "feliz" fosse a palavra ideal, acordou de bem com qualquer coisa. "Deve ter sido um sonho bom", pensou rapidamente, enquanto olhava para o computador pensando no que ouviria aquela manhã. 

Deu início a todas as coisas que deveriam ser iniciadas, tomou banho, comeu salada de frutas, porque nessa época do ano nada mais quente ou pesado que isso seria bem vindo. Sempre teve estômago muito fraco.
Vestido leve, embora escuro, sapatilhas de tecido.
Tirou o carro da garagem cantarolando ... you know, the angels wanna wear my red shoes... e deu uma risada quando reparou que sempre queria cantar "the devil" no lugar dos anjos. Vai entender...
Parada num sinal, no carro ao lado, um casal se olhando com ternura desconcertante.
Lembrou do sonho. Apoiou a cabeça no encosto do banco, como se pedisse que ele absorvesse o pensamento.

Para todos os efeitos era bom, sim. Foi bonito, soou tão real [...and it feels so real, I can feel it...] e se enterrou de leve na memória, deixando só a boa impressão.
Por que raios, então, se sentia tão mal agora? Por que tanta dor?
"Porque a esperança não é um bom sentimento. Está dentro da caixa de Pandora", disse a voz dentro da sua cabeça. 
E o dia ficou azul demais.



4 comentários:

Tati disse...

Eu gosto de ter sonhos assim.

Letícia disse...

Você pelo jeito é bem como eu, no que se trata de sonhos. Eles são tão reais e dominam tanto a forma como a gente encara o dia (tanto pro bem quanto pro mal)!

Nick disse...

Que triste deve ter sido o sonho para crer que esperança lembra todos os males deixados sair da caixa por Pandora. Assim como azul demais o céu pode ser, sem cor ele pode ficar. O porque eu não sei de assim escrever. Talvez, quem sabe, influência de um sonho de uma menina de sapatilhas vermelhas que por hora anda por essa realidade. Mas espere, quem disse que isso é realidade?! Que viagem...

Tiago disse...

#sualinda