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segunda-feira, 13 de junho de 2011

das aleatoriedades da vida (VII)


A gente enxerga as pessoas de forma obviamente muito pessoal. Na faculdade de tradução um conceito muito utilizado era o de "visão de mundo". Cada pessoa entende as coisas baseada no seu próprio conhecimento, em sua própria vivência. Vocês se lembram da moça que não foi lá muito gentil comigo - nem eu com ela? Hoje nos tratamos cordialmente e existe até mesmo simpatia. Não sou de dar muita conversa, mas tento ser pelo menos educada com as pessoas ao meu redor e, vejam, ela até sorri pra mim. Suponho que meu cheiro tenha mudado.
Na mesma linha de pensamento, pessoas que eram parte da paisagem pularam na frente da câmara e viraram personagem de importância no filme. 

Falando em cheiro, meu olfato me surpreende mais a cada dia. Essa semana eu não vi, mas CHEIREI uma pessoa entrando na sala de aula. Tô praticamente um cachorro de caça.


As crianças daqui de casa andam impossíveis. O Ivan Filho perguntou o que era a lata [era inseticida] que estava perto da janela e a Luísa prontamente respondeu:
_É detergente de inseto, uai!

A Anna Júlia me deu o banho quando eu a corrigi, dizendo que não era tia, mas prima dela.
_Você me dá aula e eu chamo minhas professoras de tia, tia Mayra.

E teve o Miguel que, quando eu pedi que remontasse o Sr. Cabeça de Batata para guardar me respondeu, em tom apaziguador:
_Ó, você arruma aí e guarda. Amanhã eu volto, desmonto e monto de novo na hora de guardar, tá?

Teve ainda o filho de uma amiga que me disse do alto de seus 3 aninhos:
_Vou cantar Iron Man, olha: Bêin, bêin, bêin, bêin, bêin! Pãrãrããrãrããrãrã!

Ivanzinho, o ser perguntado acerda do nome de um dedo [indicador], porque estava cantando a música dos dedinhos, respondeu prontamente que o nome do dedo era:
_Dedo, uai!

Não sei se foi culpa da fome, do vinho, da companhia ou de tudo junto, mas no fim de semana eu comi a melhor pizza marguerita de todo o universo. Estava tão gostosa que beira o ridículo.

Falta pouco tempo pra eu fingir que não tenho problemas e ver gente querida por algum tempo. Se eu sumir daqui a justificativa é: vou me afogar em amor.

Aí cidadão desconhecido liga para pedir uma tradução e pergunta onde pode me encontrar para pagar o serviço:
_Pode ser na faculdade?
_Pode, onde é mais fácil pra você?
_Eu estarei na Gastronomia, lá em cima.
_Aaaah, você quer pegar os homens pelo estômago...
_??? Então, na faculdade?

Noção: não trabalham.

Outro dia eu estava na sala de aula, tentando me concentrar na leitura e falhando vergonhosamente, liguei o iPod pra abstrair a zoeira e ele me manda, ,no shuffle, uma sequência que me fez querer sair dançando pela sala como se não houvesse amanhã, nem senso do ridículo ou uma reputação a zelar.
A sequência [sim, isso foi há quase um mês e eu anotei as músicas]:

Até gostaria de ter visto as caras das pessoas se a chatinha mal humorada da classe saísse dançando estranhamente e fazendo caretas, mas resolvi poupar a todos do ridículo e continuar com cara de bunda, porque não conseguia estudar.



Semana passada o Conge alcançou mais de mil visitas semanais. Fiquei surpresa, achei insólito e tô [com meu olfato de cachorro] caçando todas essas pessoas que de repente descobriram o blog. E me perguntando por que raios o número de comentários diminuiu. Algum blogueiro experiente e sábio consegue me explicar o movimento [é SEXY! O movimento é sexy! O mamão vai na cabeça!]? O sistema de comentários não está a contento?




E essa foi mais uma edição das aleatoriedades da vida. Obrigada pela audiência.