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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

do amor



Em tempos de Twitter, S2, <3 e ♥, a gente passa a dizer que tem pelas coisas um sentimento bem mais forte do que os que realmente se têm, odiar e amar são verbos muito conjugados, o tempo todo. 
É comum que eu me enrole quando preciso descrever pessoas ou sentimentos, mas lembrei de uma coisa e pensei que amor é deixar o outro viajar sempre na janela e comecei a fazer uma lista mental. Levantei, peguei minha caderneta e rabisquei por lá. 
Amor é fazer uma comida que você detesta, pela qual o outro tem adoração; amor é levantar de madrugada só pra despedir da pessoa que levanta para trabalhar; amor é ver um brinco que é a cara da sua amiga e dá-lo de presente sem nenhuma data especial; amor é escolher a música preferida do outro pra tocar na morgação de domingo à tarde; é ir a outra cidade assistir a um workshop sobre um instrumento que você não toca, dado por um guitarrista de quem você mal ouviu falar, só pra agradar; amor é assistir àquele filme chato, só pra ficar perto do outro; é preocupar-se e encher o saco até saber o que acontece - aham, chatice é quase amor; amor é engambelar alguém, fazendo a pessoa escolher seu próprio presente sem saber de nada; amor; e chegar em casa e achar um Ouro Branco na escrivaninha, ou um saquinho de amêndoas confeitadas; amor é chá quentinho com limão; amor é um link prum vídeo bonito; é um livro que tem a ver com a gente; amor é piadinha interna, é implicância boba; amor é ajudar em horários absurdos. 
Eu poderia ficar aqui horas escrevendo, escrevendo, escrevendo, porque amor é continuar. Amor é todo dia.



*E falando em amor, hoje é aniversário da Cris. Ela é desses casos raros de amor todo dia, mesmo de longe. E merece muitos S2, <3 e ♥!