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domingo, 19 de abril de 2015

das facetas




Peguemos um ser humano específico. Cada pessoa que o conheça durante a vida o enxergará de maneira um pouco ou, às vezes, completamente diferente de todas as outras. 
Acho que essa diferença de percepção se dá porque é sempre uma troca, eu suponho. O vetor, coisital. 
Dito isto, não deixo de me surpreender e ficar um pouco "é mesmo, fera?" cada vez que vejo uma declaração de conhecimento profundo sobre a alma alheia e ela não bate com o que eu mesma sei. Obviamente, o papel de optário nunca está definido com muita precisão, mas a gente gosta de achar que é o outro, né?

nunca pensei

Aí eu fico observando [daqui eu vejo uma luminosidade, um tiro] e pensando em quantas facetas a gente pode ter. Se uma pessoa te acha séria porque você é séria com ela e você é séria com ela porque ela é séria com você, como se sai disso? Eu usei seriedade como exemplo, mas podia ter sido silêncio, podia ter sido babaquice. Acredito que o jeito mais legal de estar preso nesse vai e vem aí é com bocozice e carinho, duas coisas que tendem a não fazer mal, mesmo quando tomadas em doses altíssimas. 

Não tá fazendo sentido, por outro lado, a essa altura da vida, não me parece muito necessário fazer.


dsclp e obrigada pelos peixes.