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domingo, 19 de abril de 2015

das torres





Escrever e ir despindo as angústias uma a uma, como bijuteria que se esquece de tirar antes de dormir e se empilha no criado-mudo.


Há tempos eu andava travada com as palavras. se culpa da pressa, de não querer lidar comigo mesma, de apenas não dar atenção ao que corria, na esperança de que eu fosse me desviando dos pequenos incômodos durante o caminho [que anda cada vez mais bonito e menos cheio, essa é a verdade que a mayra do passado, a que achava que uma vida sem bastante dor e sofrimento não era digna, deve estar chocada em perceber que foi uma opção], eu realmente não sei dizer. Funcionou em alguns casos, definitivamente não funcionou em outros. Continuarei tentando ostensivamente em outros mais - eu sou resiliente, isso ninguém pode negar.

Há um monte de rascunhos com ideias ou poucas frases soltas, há folhas de papel perdidas na carteiras, presas nos cadernos, dobradas atrás do kindle, usadas como calço pra uma outra ideia que foi usada pra marcar a página dum livro que eu comecei a ler e não terminei.

Caceta. 
Daqui a pouco, o criado-mudo tá da altura das Petronas.