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domingo, 2 de novembro de 2008

das lembranças suscitadas por notícias de jornal



Esse título foi inconscientemente plagiado do "poema tirado de uma notícia de jornal", do fabuloso Bandeira. já que não sou poeta nem tenho a inspiração do homem, vou só relatar a lembrança que me ocorreu. e ela é meio bobinha, tá?



Uma das chamadas da Folha de São Paulo deste sábado:
"Sérgio Mambert nomeado presidente da funarte"

Quando eu era criança vi num programa da TV Cultura que o o Sérgio Mambert ("raios e trovõões!") tinha (ou participava de, não me lembro) uma companhia de teatro mambembe. A essa altura da vida, meu contato consciente com a língua inglesa se restringia ao áudio de Bambi e às músicas de mamãe, entre as quais estava Don't Cry, do (quase ressuscitado?) Guns 'N Roses, que era uma das minhas favoritas (e cujo clipe estava estranhamente gravado imediatamente antes de "a peqena sereia", um desenho que rodou muito no meu vídeo cassete - "o fruto do meu vizinho parece melhor que o meu"). Bom, essa canção introduziu o o termo "baby" no meu reduzidíssimo vocabulário.
Essa coisa toda aí era só pra explicar por que ao ouvir a palavra mambembe eu entendi mambeibe. fiz rapidinho a ligação com baby de Don't Cry ("there's a heaven aboooove you baby") e a minha cabecinha infantocriativa (e já apreciadora de etimologia) deduziu de imediato: teatro mambaby era, obviamente, teatro feito para ciranças (afinal de contas, o sérgio era o tio vítor, do castelo rá-tim-bum. aliás, só por isso eu sabia aos sete anos de idade quem era o sérgio mambert)!

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E um post da minha querida amanda, no balão carmim, me fez lembrar de outra:

Ali por volta dos 4, ou 5 anos, eu ganhei um mini-liquidificador, que tinha hélices rodáveis e tudo mais. Um belo dia, estava eu batendo água no meu aparelhozinho quando tive a fabulosa idéia de fazer uma vitamina (ainda não saquei por que isso ficou tão claro na minha memória. era pra os adultos da época se lembrarem, não eu). Fui falar com a minha avó (é bem válido citar aqui que aos doi... digo aos quatro anos de vida eu era considerada uma faladora compulsiva - obviamente era tudo pura intriga da oposição - e tinha essa concordância que têm as minicriaturas que andam mais com adultos que com crianças):

_Vovó, me dá uma banana pra eu (mas eu devo ter dito "mim". nem eu acredito na minha inteligência assim) fazer uma vitamina no meu líquido-de-ficador?
_No seu o que, mayra?
_Aaai, vovó! (e eu ten... tinha uma tendenciazinha ao drama) no meu líquido-de-ficador. Eu quero uma vitamina, então a banana tem que ficar líquida, então vou colocar ela no meu líquido-de-ficador!

Vovó me explicou o nome da engenhoca e deu a banana pra Mayrinha ainda sem muita noção de culinária, que a bateu com água (não é difícil imaginar que ficou horrível a vitamina. eu deveria ter pedido leite. e neston, também). O fato é que eu não me conformei. achei que liquidificador era uma forma errada que os adultos tinham inventado pra não dizer a longa e bonita líquido-de-ficador.





*aqui, link pro clipe de don't cry, que conta com os vocais do shannon hoon, do blind melon (o nome da banda é estranho, o som não é que se diga "puuuxa vida, é a minha banda preferida", mas a carinha do shannon, ó... hummm).


6 comentários:

quase disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

adoro seus posts!

;*

Joyce Pfrimer disse...

É líquido-de-ficador não é não? haha! Raios e trovões!!!

amo mais que até!
=*

ah!!! no meu sonho eu te desamarrei...pra vc poder assistir mais confortável! ;)

carmim disse...

hahahahahaha


amei o teatro mambaby e a vitamina aguada de banana. vc já tinha comentado sobre o líquido-de-ficador. tá famoso.


,*

Gabriel Teixeira disse...

Agente não cresce né?
ainda bem!!!
liquido-de-ficador oras!!!

beijosss!

mayra. disse...

liquido-de-ficador e dor nas farroupilhas, biel!
=p

Werick disse...

eu não vi a pessa mais só
oq eu li sobre ela eu
amei ta de parabens .....