.
.
.
.
.

sábado, 4 de junho de 2011

das síndromes




Abri a página de postagem, cliquei na área de texto e... esqueci o que ia escrever. Mas, assim, nem sombra passa na minha cabeça. 
Fiquei sabendo que algumas pessoas me acham revoltada. Sou revoltada não, galerë. Sou bem acomodada, pra ser honesta.
Tô com sono, mas com receio de dormir agora, depois de ter comido tanta carne e bebido tantos coquetéis "inventados" essa noite, na tentativa de achar um bom para a prova de bebidas daqui a alguns dias. Já estou entrando em clima de férias e um descanso seria muito bem vindo. Não consigo conviver com tanta gente com Síndrome do Pinto Pequeno sem me incomodar um pouco. Daí eu fui procurar em que post descrevi a síndrome e observei um furo imperdoável: aparentemente ela nunca foi descrita aqui. 
Trata-se de um problema que afeta homens e mulheres [a versão feminina pode ser chamada de Síndrome da Mal Comida], sem distinção de raça, cor, credo, região, aptidão musical, ou mesmo envergadura peniana. A pessoa infectada pela síndrome tem auto-estima muito frágil e, na intenção de disfarçar, veste a máscara do oposto. Torna-se o bambambã em qualquer recinto, mostra seu diploma de tudólogo conseguido na Universidade Paunocu de Chatice com muito mais frequência do que qualquer pessoa de bem desejaria ver, encara qualquer pessoa com uma superioridade cortante. Precisa ser aceita por um grupo e, preferencialmente, ser endeusada por essas pessoas, que obviamente pertencem a casta inferior. 
O portador da síndrome faz os mais ingênuos acreditarem que ele tem tudo sob controle quando é, na verdade, uma bomba-relógio. Não é incomum que essas pessoas enganem meio mundo antes de se ferrarem na vida, no entanto sofrem a vida inteira, sabendo que seu umbigo é imenso o suficiente para atrair a órbita de pequenos planetas e não entendendo o porquê de não haver nem um meteorozinho orbitando ali. Um belo dia ele percebe isso e vai só piorando, como se ser babaca fosse uma forma bacana de atrair pessoas para perto de si.
Você conhece um doente, tenho a mais absoluta certeza. Reconheça-o pelo tom arrogante da voz, pela experiência em marcenaria, budismo, confeitaria, empalhamento de animais, cuidado de pessoas com Arterite de Takayasu, processo de nomeação de cores de esmalte, tricô e tiro ao Álvaro, além da simpatia forçada. A falta de confiança no próprio taco foi sabiamente resumida por uma pessoa, cujo nome não citarei para não ser deselegante: "Ele tem ejaculação precoce e pinto pequeno!" Na verdade havia um terceiro elemento, que me fugiu à memória, mas taí a ideia principal. 
Dizem por aí que a cura é uma surra com vara de goiabeira, mas nenhuma prova está disponível nos anais da ciência [queria não pensar porcaria quando falo isso] e nunca foram divulgados casos de ex doentes da síndrome. 

Cuidado, meua migo. Apesar da dificuldade de contágio, algumas cepas mais resistentes já foram encontradas contaminando pessoas anteriormente bem resolvidas. Fique de olho!


E antes que você, pessoa ainda mais amarga que eu venha com aquelas conversas de "Ela tem Síndrome do Pinto Pequeno, porque tem um blog só pra aparecer", vai chupar um canavial de rôla te controla. Eu não enfio minhas opiniões na garganta de ninguém e você provavelmente não me conhece. :)





Tenho umas aventuras na manga. É cada coisa que a vida, essa caixinha de surpresas traz pra gente, viu, meusa? Cada coisa... =P