.
.
.
.
.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

dos mosaicos



Essa noite, quando eu deveria estar fazendo um trabalho importantíssimo, estava na verdade conversando. Meu interlocutor é blogueiro de blog bom, que eu leio há algum tempo.
Eu vivo de observar as pessoas, né? Fiz terapia durante alguns anos e se tem uma coisa que aprendi lá foi a tentar entender o outro - se funciona, eu não sei, mas eu tento. Daí leio um monte de blogs bastante pessoais e como parece acontecer com várias pessoas, me sinto como se fosse amiga de longa data, percebo nuances nos textos e, vez por outra pergunto em off o que tá rolando, assim como algumas pessoas que nunca me viram pessoalmente fazem comigo. Bom, o fato é que esse amigo ~ virtual ~ me perguntou muito ma lata como eu o descreveria.


Descrever alguém é sempre uma coisa meio tensa. Comparações são inevitáveis e sempre rola um medinho de ofender a pessoa de alguma forma.

FIM DA PAUSA ATERRORIZANTE

Pelo jeito eu não errei muito na descrição, porque não levei bronca. Enquanto saí da frente do computador por um minutinho, pensei que o que me acontece é que eu vou pegando as coisas nos textos - neste caso - e formando um quebra-cabeça. Posso não saber onde foi que percebi pela primeira vez, os detalhes vão se aglomerando na minha cabeça se juntando na listinha mental que fica abaixo da foto do avatar da pessoa. Se é com pessoas com quem converso frente a frente, posso até esquecer a história que me contam, mas alguma coisa fica registrada e eu lá, montando o mosaico. Como eu sou dessas que senta nos lugares e simplesmente olha as pessoas, não é difícil criar histórias e mesmo sentimentos por trás do que vejo. Eu sei, é muita desocupação na vida e antes que alguém venha me mandar lavar a louça, eu aviso: posso inventar histórias absurdas enquanto as lavo. Pior ainda, mantenho diálogos com os copos. Vocês NÃO querem ver isso.
Voltando ao assunto...
Esse tal mosaico é a imagem da pessoa pra mim. Com características. Qualidades e defeitos. E algumas fotos, porque minha cabecinha é meio bizarra.

É claro que ocorrem enganos e interpretações errôneas, mas pra bom observador, meia atitude basta. 



E basta.