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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

das particularidades



Eu vivo de particularidades e projeto isso nos meus relacionamentos, independente da natureza deles. Algumas pessoas ganham apelidos, são chamadas assim por anos a fio e, mesmo que alguns sejam meio vagos/comuns, tornam-se tão "propriedade" daquela pessoa, que só serve pra ela. O exemplo mais clássico é o fato de ter passado quase uma década sem conseguir chamar de "menino" qualquer rapazote com mais de dez anos, porque era assim que eu chamava meu ex namorado. 
Assim como certas comidas me remetem sempre a algumas caras, determinadas músicas foram feitas para trazer à cabeça alguém específico.
Isso me ocorreu ontem, na estrada [foi um pensamento rápido, que eu precisei anotar, porque uma característica irritantemente forte é confiar na memória e esquecer as coisas], e reparei que eu já tenho uma dessas, ligada a música, com uma pessoa que eu nem conhecia uma semana atrás.
Uma coincidência [elas existem ou são coisa da minha cabeça?] interessante: acordei cantrolando uma música, ~ganhei~ outra que  poderia estar na mesma coletânea e provavelmente as duas músicas ficarão ligadas a essa pessoa por toda a vida. 
Acho estranho, acho engraçado, acho bom. Me agrada saber que ainda se fazem conexões, mesmo - ou talvez especialmente - sem esperar.