.
.
.
.
.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

dos desabafos seguidos e um selinho




Há dias eu venho tentando escrever um post pra salvar do abandono o blog.  Um post muito triste. Um muito dramático. Um texto nada a ver. Uma ideia imbecil que não levava a nada [observe que algumas ideias imbecis dão coisas bem legais]. Passou um dia, passaram dois. Dormi com o notebook em cima da barriga, aliviando a cólica e esperando, com a página de nova postagem aberta, que eu digitasse qualquer coisa. Um filme que apareceu na frente, uma conversa no Twitter, um Law and Order Special Vitims Unit que eu ainda não tinha visto [alô, Stabler, tem uns bandidos aqui perto da minha casa, ok. Te ofereço um quarto pro disfarce funcionar legal. É só ligar]. Escrevo na agenda páginas e páginas de observações, constatações, lamúrias, planos e medos e largo pra lá. Expor meus sentimentos sem nem uma metaforazinha nunca foi do meu feitio, nem no blog, nem em lugar nenhum além da tal da agenda.

O computador estragou. O step estragou. O segundo step vai morrer logo, aguardem notícias. Pro fim de semana decepção ao molho pardo foi o prato principal. Na segunda, uma constatação triste e uma notícia ainda mais triste. Na terça uma encrenca, na quarta outra notícia triste. Na quinta, mais encrenca, prova e tensão. Na sexta menos tristeza, mais amigos e no decorrer da madrugada, irritação. No sábado cansaço e tecido pra fazer um vestido. Me disseram que eu tenho que ir linda e gostosa, então tô providenciando uma plástica, uma lipo e umas sessões de terapia, pra melhorar a auto-estima. Se a última funcionar, dispenso as duas primeiras.

Hoje o golpe final. O final triste, mas necessário e a melhor saída para a notícia de segunda-feira. 


Olha, essa semana foi uma amostra grátis do inferno, do umbral, sei lá. Demorou séculos pra passar e quando tento me lembrar da segunda feira, ela parece tão distante quanto uma outra vida. No meio disso eu precisava manter uma postura saudável, sorrir para as pessoas no treinamento, ser comunicativa, dinâmica e alegre.
Lembrei da minha própria historinha sobre a máscara pros alunos, mas essa teve que durar bem mais que uma hora de cada vez e ser mais consistente também, porque eram mais pessoas. 

Eu sei que o tom do texto parece estar 130 metros abaixo das Fossas Marianas, e não é bem assim. 
Já há alguns meses eu tenho tomado atitudes e mudado coisas grandes e pequenas na minha vida, na tentativa de me sentir melhor com a vida, o universo e tudo mais, mas depois da surra de coisas ruins nos últimos 15 dias, o que me atinge agora é uma resignação nunca antes vista encostada nesa almofada - quem já entrou no meu quarto e tem memória razoável deve ter ideia da almofada a que me refiro. Parece que, pelo menos por agora, o cansaço me derrubou. E, por mais estranho que soe, no momento é isso mesmo que eu quero. O marasmo da resignação. O descanso dos bestas, a quietude de quem vai deixar de se preocupar por uns tempos. E aqui na resigna [tive que dar um apelido. não chamo as pessoas/ coisas muito próximas por nomes longos, porque demora] eu tenho aulas de gastronomia e estudo o francês de janeiro e o polaco de anos atrás. Ensino inglês e brinco com meus primos enquanto faço uma poupança secreta com a intenção de passar uns dias em São Paulo.
Aqui a minha bolha será reconstruída e, se liga, ela agora vai ser de aço. Aguarde e confie.


______________ x ______________

A fofíssima Alana, do Teimou de Vir,  me mandou um selinho que me fez sentir.. assim... brilhante, uma vibe dyva, feito o nome de rhykah dela! Quase purpurinada, eu diria.



Eu, se fosse você, daria uma passada pra conferir o blog e ganhar minutos de leveza e diversão. =D

*Eu deveria sugerir 5 blogs brilhantes, fazendo a lista, me senti injusta várias vezes. Então, seguinte: pega 5 blogs aleatórios aqui do lado e lê. Galerinha é boa! =)

8 comentários:

Júlia disse...

=* e um _o_

Sacolé de Limão disse...

Pensa que a vida vem em ondas (já diria o Lulu)... Quando estamos na parte de baixo é difícil pensar nisso, mas se olhar pelo lado bom é exatamente neste momento que tudo que pode acontecer é subir ;)

Tati disse...

Primeiro que você linda, muito linda e muito bela. E o que você tem é só uma fase ruim, que logo passa. Você fez muitas mudanças ultimamente, normal ter estes altos e baixos. Fique quietinha aí se precisar, mas não deixe de mandar notícias. A galera aqui que te ama (olha eu no meio, dando tchauzinho) sente demais a sua falta.

beijos.

Letícia disse...

Conheço bem a sensação. Às vezes as coisas andam assim e a gente até quer quebrar o silêncio, seja pra colocar tudo pra fora, seja pra mostrar que ainda tá por aqui, mas toda vez que começa a escrever, começa a se censurar. Mas como a Tati bem disse, a gente tá aqui pro que der e vier. Com demora ou sem demora, post alegre ou post triste (é quase voto de casamento, isso - haha). Força aí, e no que precisar, é só gritar, tamo "às orde". :F
Beijos!

Livia Holanda disse...

Eu poderia escrever algum conselho vindo da minha imensa sabedoria do nada (¬¬) e ele seria algo tipo a historinha do rei que queria casar a filha solteirona e pediu pra que os pretendentes esbanjassem criatividade. O desafio: "Quero uma frase que caiba no meu anel e q toda vez q eu o olhe, independente do momento, me sinta confortável".
Acho que deve ter aparecido um ser que perdeu a perna, a mãe, todo o dinheiro que tinha, a juventude, o só o frozen yogurt que pensou que duraria pra sempre... e mandou essa "ISSO TAMBÉM PASSARÁ". O esperto pegou a princesa de jeito e viveram felizes até que a vida passasse tb e tals. Tcharam!

Eu não faço ideia do que tá rolando, mas fica bem. Tem gente leitora/comentadora assídua torcendo fortemente por isso.

Cafuné virtual aí! \o_
Fuerza, chiquita!

Alana Ávila disse...

Li o titulo e pensei depois de um desabafo tu tinha ganho um selinho de alguem, cosntrui a história toda na minha cabeça e foi lindo.
Ai o terxto acabou e num rolou.
Eu acredito que pessoas batem a porta só pra darum pouco de carinho. Nunca aconteceu comigo, mas acredito.

Não sou boa com conselhos, talvez seja um dos motivos de eu cursar psicologia. Quando eu aprender eu venho e digo algo de útil. Se avexe não.

p.s: to começando a acreditar que tenho nome de rica. Será que nome pode mudar vida?

Alana Ávila disse...

"Quero uma frase que caiba no meu anel e q toda vez q eu o olhe, independente do momento, me sinta confortável".

tenho uma dessas e pretendo colocá-la nas minhas costas, mesmo sem ver ela vai tá sempre lá.

Débora. disse...

Ó, comecei terapia! Recomendo! rs =) "Se hoje está ruim a tendência é melhorar"