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quarta-feira, 13 de abril de 2011

da quarta parte

Sinto muito ter que decepcioná-los leitores queridos, mas a última parte pode não ser o que vocês esperam. Entendam que eu nunca soube terminar textos. É um problema bem antigo. Devo lembrá-los de que esta é uma falha textual, não de caráter, portanto, não me odeiem, sim? =D

[/voz do narrador de Lost] Previously on Congeminemos:
 Partes um, dois e três.




Houve o incidente do bar, que todas as pessoas, exceto Maria, tinham certeza de ser o fim de toda a pataquada. Não foi.

Maria aparecia na cidade de vez em quando e algumas dessas vezes ela viu Iago. Fazia questão de não demonstrar reação alguma, por uma razão bem simples: não sentia mais a simpatia de antes e nem o ódio de depois. Era um desprezo calmo, que se ria um pouquinho dos sustos que ele parecia levar quando a via em locais aleatórios.
Iago começara a andar com alguns amigos de Maria, entrou na onda deles e começou a usar roupas parecidas. A princípio ela sentiu raiva pela banalização do xadrez, mas passou rapidinho à pena. Nem todo mundo sustenta algumas vestimentas com propriedade exigida por elas.
Houve um festival de música organizado por outro grupo de amigos de Maria e ela apareceu por lá. Viu muitos conhecidos, conversou com pessoas de quem tinha saudade, sentiu ciúme, conversou potoca e ouviu música, muita música. Num momento qualquer em que ria muito de alguma coisa, virou-se e viu Iago pregado àqueles amigos seus, que fotografam, usam xadrez, all star e wayfarer. Isso se repetiu algumas vezes, como era de se esperar num local relativamente pequeno e cheio de pessoas conhecidas. Maria teve a impressão de que ele a viu mais de uma vez e até se incomodou com sua presenças, mas e daí? Ela não se relaciona com babacas  - na maior parte do tempo e se puder evitar.

Algum tempo depois disso Maria estava num bar com pessoas queridas e, tendo a banda parado de tocar, as luzes já estavam acesas, era hora de ir embora. Na hora de se despedir das pessoas que estavam no lugar, lá estava Iago ocupando o caminho. Deu a volta, abraçou uns, falou de longe com outros e com um deles, Pedro, que seria visto no dia seguinte ela fez questão de falar. Chamou por cima da mesa para dar-lhe um abraço e acabaram conversando um pouco. Maria estava de costas para Iago e ele olhava impacientemente a conversa que não acabava nunca e se estendia com risos e agradecimentos infinitos por o amigo ter revelado a ela o dress code da festa do dia seguinte - que ela erraria feio, a propósito.

Do nada - para Maria, que não havia tomado ciência do observador -, Iago a puxa pelo ombro e com um "dá licença", ou qualquer coisa assim, começa a tomar satisfações com Maria, afinal, ele não merecia ser tratado assim por ela e por todos os seus amigos próximos.
Pedro, ficou próximo. E outras quatro ou cinco pessoas ficaram atentas também. 
O diálogo se deu mais ou menos assim:

_Maria, eu acho que mere-- todo mundo merece uma satisfação!
_Não acho.
_Eu preciso entender por que você está fazendo is-- eu sei que eu fui um canalha--
_Foi mesmo. 
_Eu sei que o que eu fiz foi um vacilo e você é uma pessoa especial, não merecia que um otário feito eu--
_Sim... otário.
_Mas eu não entendo, porque você diz que--
*Pedro, atrás de Iago, faz uma careta*
_Aaahahaha!
_E você não vai me dizer?
_Que parte do "eu não quero falar com você" ficou mal explicada?
_Maria, para com isso. A gente era amigo, eu nunca quis te sacanear.
*Pedro faz mais careta e uma dancinha*
 _Eu simplesmente não entendo por que você não pode me explicar o que aconteceu, já que não tem nada a ver com a Renata.
*Pedro abraça os dois e diz:*
_Vaaamos parar com essa briga, que a Maria tá com cara de quem pode estrangular alguém só com esse olhar por cima dos óculos!
_Escuta, bróder, eu tô aqui conversando com ela e--
_Para de empurrar o Pedro. Se ele quiser ficar aqui, ele fica. É muito bem vindo. 
*Pedro faz outra careta de VIU? e sai*
*Maria estava o tempo todo na sua posição inconsciente de defesa:braços cruzados, olhando por cima dos óculos e, dizem, com a cara mais cínica do Oeste*
_Então, Maria, por que... eu não entendo... 
_Abaixa o tom de voz e esse dedo, se você quiser falar comigo.
_...você falou aquilo de boteco e eu não entendi nada!
*Chega a irmã de Maria, pisando duro e se dirige a Iago*
_Você é um imbecil, para de falar com a minha irmã! Não tá vendo a cara dela de quem pode acertar sua jugular? E tem outra, você fica contando história com--
_Cê tá louca? Que que é isso? Que história que eu contei com o seu nome garota?
_Iago, fala baixo e tira esse dedo imundo da cara da minha irmã. E, Marisa, para com isso. Não gasta energia.
*A irmã de Maria continuou, como se nunca tivesse sido interrompida*
--o nome da minha irmã e com o meu e acha que pode sair assim, e se fazer de bonzinho e tudo mais e--
*Maria a pegou pelo ombro, a virou e mandou que saísse dali, que ela estava piorando as coisas*
_Como assim, Maria, que negócio é esse? Eu nunca contei história nenhuma com o seu nome!
_...
_Menos ainda com o nome da sua irmã!
_...
_E todo mundo merece ser ouvido, isso é uma injustiça!
_...
_Eu não... E você fica aí nessa coisa de não me fal-- e todo mundo me tratando diferent-- e.. . Por que... como... Por que você tá assim? Maria, desde quand-- por qu-- Meu deus, Maria, COMO VOCÊ É CÍNICA!
_Sério? Nem reparei. Segundo você mesmo eu sou uma pessoa tão especial, né? Precisava ter um defeito.
*Pedro faz mais uma careta e Maria cai na risada*
*Outro amigo de Maria chega, a abraça e pergunta se ela precisa de ajuda*
_Você considera injusto que eu não te escute? Pode falar então. 
_Mas.. e... por que... Eu sou um babaca e você não merecia, mas eu disse que não queria me envolver, que eu não queria nada sério, mas você não merecia e a Josi não merecia e eu SEI que eu sou vacilão, mas eu nunca contei nenhuma história sobre você em dia nenhum.
_Se você quer falar, Iago, fala. Mas não mente. E tem outra: quem me contou pode ter entendido errado, pode até ter inventado tudo, mas é uma pessoa que tem credibilidade. Os antecedentes de vocês dois são muito diferenes e eu prefiro acreditar na outra pessoa. Que eu não vejo mentindo, a propósito, ao contrário de você, que já vi contando histórias absurdas e contando as maiores mentiras sem pestanejar. Mas isso não me interessa. Assim como não me interessa saber com quem você se envolve ou deixa de envolver. Não me int--
_O que acontec-- por qu-- O que te interessa?!
_Em relação a você?
_É!
_Nada.
*Depois de mais algum tempo e muitas caretas de Pedro depois, mais um amigo chega e a chama para ir embora*
Iago continua falando, Maria o informa que se ele não parar será deixado falando sozinho e ele não para. Impressionante, não?

Maria chegou em casa depois de algum tempo e recebeu uma mensagem. Ela não se lembrou das palavras exatas, mas era algo como "Eu gosto mto de vc!"
"Que pena", pensou ela. É cruel que gostem da gente sem reciprocidade. 


Essa historinha é fictícia, como todos já foram avisados. E tem como objetivo o entretenimento e a conscientização de algumas pessoas, sensíveis o suficiente para aprender pelo que acontece aos outros, mesmo que sejam outros que só existem no plano das ideias. Os personagens não existem e quaisquer coincidências que eventualmente se percebam terão sido incidentais. Afinal, tem muito babaca nesse mundo.




Escrever texto me fez perceber uma coisa muito, muito triste na minha própria vida.
Sei lá, não gostei de tomar consciência disso. =__(

11 comentários:

Giu disse...

Eu do jeito que sou já teria falado tudo e mandando o cara tomar no cu para todo o sempre. Talvez essa estratégia da Maria seja de fato bem melhor, pra dar uma torturada no ser, mas se ele insistir no grude ela deveria pensar se não era melhor falar logo pra ele largar do pé, né? Porque senão o exu caveira fica atravancando os eventos sociais dela...

Tati disse...

Eu acho que ----> esta história ainda não terminou.

Letícia disse...

Coitada da Maria, criei uma úlcera só de me colocar no lugar dela. A pior coisa que tem é gente que não aceita ser o errado da situação. Ele tá a um grau a mais de babaquice do que aquele que não se toca, porque a pessoa tá falando com todas as letras e ele continua achando que é só cricrizice pra ficar "de mal", que ele não fez nada de errado. Argh.

Raissa disse...

Mas e aí, depois de escrever o ódio passou? Não né? Não vou nem tentar

Alana Ávila disse...

TODOS BATE PALMA ENLOUQUECIDO.

MARIA!
MARIA!
MARIA!

:D
Ê babacão -.-'

Anafla disse...

gente. onde compra chá de simancol pra mandar pra Iago?

bora receitar uns 5 litros por dia pra ele, né! :)

modest mouse <3 <3 <3

Carol disse...

Ainda acho que Iago voltará a perturbar Maria. Vai vendo...

Anafla disse...

tava pensando aqui agora, imagino que Iago tenha a cara de um ex-namoradinho (inho mesmo) de uma amiga. que era um pé no saco, não cagava e não desocupava a moita (hahaha, expressão da roça, sorry gente) e ficava lá babando ovo, abraçando, puxando saco, quando ela dava moral pra ele de novo, ele inventava uma porção de coisas e deixava a guria com o coração partido.

e ela nunca entendia a razão de eu quase odiá-lo. Iago é desse jeito, se o encontrar pela frente, olho com cara de desprezo e falo: maquemerda, hein.

:)

Ericka Rocha disse...

Iago, seu Zé, Maria não te merece! (mas ainda sim vc irá continuar a aborrecê-la...Muitas outras vezes...)

Livia Holanda disse...

hum, perdi o timing. :(

mas aí, tománocú Iago de mierda. e esse olhar por cima dos óculos que deve ser fulminante, hein? a-do-ro.

q venham as próximas partes... pq né? acho que ninguém aqui acreditou que acabou!

beijo nocê, frô

Swdezerbelles disse...

Issh! tô achando que tem continuação..