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domingo, 23 de outubro de 2011

da continuação da macacada



Então!
A maldição se quebrou, eu venci o destino e antes do horário de início do show [antes de a casa abrir, na verdade, porque ter as amizades certas é importante]! Entrei, cumprimentei algumas pessoas, guardei minhas coisas e fui falar com os queridos. Uma querida tava conversando com o Kayapy, a quem eu fui apresentada como "a menina que nunca conseguiu assistir ao show de vocês" e eu devo até ter corado. Nas vezes em que estive com pessoal de bandas mais conhecidas, sempre me portei como uma lady que não tá ligando pra aura de fama e rock 'n roll, porque, a bem da verdade, geralmente não estou mesmo, mas esse foi um caso especial por um motivo bobo: se eu fosse obrigada a só ter 10 bandas pra ouvir na vida, uma delas seria Macaco Bong. 
Eu estava, portanto, de cara cozídolo. Creio que isso soe meio besta, meio infantilóide, meio groupie, meio babaca e meia calabresa, mas era exatamente isso, ídolos meus palpáveis, simpáticos, agradáveis, na minha frente.
Agradeci de novo pela gentileza de terem cedido um pedaço de uma das minhas músicas favoritas no mundo pra eu colocar no vídeo, tentei não ser chata demais, ajudei a galera nas preparações, ouvi todas as piadas possíveis com a minha falta de sorte relacionada às apresentações da banda, conversei com as pessoas, revi amigos, abracei gente e na hora do show da Pez, assisti, gostei e pãnz.
Quando acabou e os meninos do Macaco começaram a ajeitar o palco, caiu minha ficha. Ia começar e eu ia assistir [e bateu o medo de cair dura, morta no chão, sem razão aparente, antes de começarem. hahaha].
A banda subiu ao palco e eu tomei meu lugar, a meio metro dele, a dona Joana subiu também, fez as apresentações e mandou um: "especialmente para a Mayra, que finalmente vai ver Macaco Bong!"
Eles começaram. 
ELES COMEÇARAM, PQP!
Meu posto ficava à frente de uma pilastra, porque, dentre outras coisas, eu estava um bocado cansada e pretendia poupar um pouquinho a coluna. Essa escolha se revelou excelente, visto que eu parecia querer sair do meu corpo e a pilastra me fornecia um bom suporte para não despencar. Assim que a apresentação teve início, um cidadão bem bêbado estava me mandando PULAR. Meu gestinho impaciente de "sai pra lá" deve ter sido meio ofensivo, porque teve 100% de efetividade. Nas primeiras músicas eu estava simplesmente tentando me manter viva no meio do turbilhão que cada instrumento fazia em mim. Um amigo veio me agradecer por ter feito tanta propaganda e instigado a curiosidade dele ao ponto de levá-lo ao pub e, enquanto eu falava qualquer coisa, o que tomou meu corpo foi a introdução de Fuck You Lady. Faz uma pesquisa aqui no blog e repara quantas vezes eu citei ou usei essa música, inclusive num post sobre músicas cujas introduções me fazem sorrir - ironicamente essa noite ela me fez chorar. Ouve o vídeo da Belezhnik. Checa a contagem de reproduções no meu computador e nos players portáteis.  Isso talvez mostre o quanto eu gosto dessa música e dê uma ideia do que eu senti quando os primeiros acordes me arrebataram. Se você já assistiu a um show, especialmente com música "intensa", realmente perto das caixas de som, deve saber que apesar de todo o contexto de admiração pelos caras, essa parte de o som tomar conta do corpo não é [muito] exagero.
Olha... o que se seguiu nos minutos de Fuck You Lady foram tantas sensações inacreditavelmente boas, que eu me embanano para descrevê-las sem usar analogias inapropriadas para o horário, no entanto, posso dizer que completude foi umas dessas sensações. A música me preencheu de um jeito tão absurdo que naqueles instantes não me faltava nada, absolutamente nada e era como se nunca tivesse faltado. Honestamente, se eu morresse ali, morreria feliz. [Aham, fiquei bem louca, mas, adivinhem, nem ligo. :D]
O show continuou, logo vieram as músicas do EP novo, Verdão e Verdinho, e, pra arrematar, Vamos Dar Mais Uma, um final destruidor de sei lá quantos minutos e um sentimento de putamerda, quero mais.

Quando acabou de verdade, eu queria falar alguma coisa para os meninos, mas estava tão quebrada, tão fora de órbita, tão encantada, que só consegui dizer "obrigada" aos três - e pedir descaradamente pra tirar foto com o Kayapy e o Ynaiã, porque o Ney tratou de ir dormir logo. 
Depois rolaram as conversas de backstage e um after, do qual não participei porque estava mais cansada que o cansaço. Esgotada mesmo. Hoje rolou almoço com a galera toda, todo mundo conversando, rindo, se divertindo; comendo feito artista, igual pedreiro. 

Saí disso surda, com a alma acariciada e uma fadiga muscular por ter sorrido o show inteiro [e na madrugada anterior também]. Quando eu me dava conta estava com as bochechas doloridas de tanto sorrir.

Cês me deculpem o post babão e a sinceridade melosa, mas é isso. Hoje três dos meus ídolos musicais foram para a estrada comendo bolo feito por minhas mãos. A cozinheira viciada em música não consegue nem imaginar uma maneira mais pessoal de agradecer pelo que eles fizeram por mim ontem.




* Assim que eu receber as fotos, faço um update. É que não consegui esperar. :)
Update!
Finalmente recebi as fotos e temos aqui dois dos simpáticos meninos do Macaco Bong [o Ney foi dormir mais cedo e se safou de ser tietado]. Favor não reparar no meu sorriso retardado pedindo licença pras orelhas. Obrigada. :)


Kayapy e a presença ilustre do Leo trollando a foto lá atrás

Ynaiã [e a receita prometida do bolo!]