.
.
.
.
.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

das mudanças de assunto e intenção

Foi assim: comecei a ajeitar um post sobre vôlei. Mais especificamente sobre a seleção brasileira masculina, que tem o dom de me matar toda vez que vejo um jogo. Não, não é por conta dos braços absolutamente hipnotizantes, ou pelas barrigas e coxas merecedoras da mais sincera e admiradora admiração, nem por aquela putaria generalizada de ficarem com a mão na bunda alheia todo o tempo possível.

Existem várias razões

É pela velocidade de jogo. As meninas jogam muito bem, claro, mas o jogo masculino é muito mais violento, mais cheio de emoção. Mais cheio de testosterona. [/jura?]
Vôlei foi o único esporte com que me dei bem no colégio, provavelmente pela genética, já que a minha mãe jogou por algum tempo. E pensando aqui, desde pequena assistia pela TV. Não entendia lhufas daquela história de vantagem que existia e grazadeus mudaram, mas eu acompanhava com a momõe. Se ela fizesse cara ruim, eu fazia cara ruim; se ela sorrisse, eu sorria, se ela vibrasse, eu vibrava. E funcionava bem assim.

*Daí eu fiz uma pausa de alguns dias nesse post. Perdi o fio da meada e vou retomar contando o porquê.*



Saí pra dar uma voltinha, pensei em várias coisas aleatórias, alheias e nem tanto. Uma das coisas que me ocorreu foi sobre as reações que eu as pessoas costumam ter quando se atém a seu próprio lado da história. Sempre achei ruim quando reclamavam da minha tendência a preencher as lacunas utilizando minha criatividade e suposto conhecimento do mundo que me rodeia, embora estivesse certa em todas algumas dessas situações, e vi isso acontecer comigo essa semana. Fiquei sinceramente ofendida. Mas isso talvez não conte, porque eu me ofendo muito facilmente. Enquanto pensava sobre reações, ouvia música e caminhava sem rumo, percebi que tinha um rumo inconsciente: o sebo. O sebo que frequentei com carinho e dedicação nos primeiros anos de Brasília. Cheguei lá, pensei "Vou procurar o primeiro livro daquela trilogia que comprei pra Maysa, porque trilogia nenhuma está completa sem o primeiro livro". Não tinha. Mas tinha o livro que deu origem à trilogia, que eu já li duas vezes e pretendo ler pelo menos mais 2 a cada 4 anos. E custava bem pouquinho. E tinha um desconto (de um realzinho, mas um desconto)!
Comprei. Comprei sem pensar no amanhã e me ferrei, porque era fim de semana e a conta tava praticamente zerada. Mas eu gosto de viver perigosamente e saí de lá leve e feliz.
Nessa de caminhar e cantar e seguir a canção, passei numas farmácias pra pesquisar onde eu compraria meus artefatos farmacêuticos e numa delas, o dono disse que faria mais barato, já que a dele era a farmácia mais cara da região (não, ele não falou assim. É a minha transcrição dos fatos, oras). Enquanto recolocava meu fone no ouvido, disse que não precisava se preocupar, que queria andar mesmo, e iria à outra drogaria.
A resposta dele foi das mais interessantes:

"A senhorita fique à vontade. Percebi que tá ouvindo música boa, mesmo. Eu a vi lá de longe rebolando"


Oi?



Procurei "surprise face" e apareceu isso aí. Fazer o que, né?


Rebolando? Quem já me viu sabe que meu suíngue de soldado austro-húngaro não é assim, um rebolado. Tudo bem, ele se explicou envergonhado, disse que "rebolando no bom sentido". E a verdade é que tinha, sim, um balanço malicioso no meu andar (ainda que não chegue muito perto de um rebolado). Acompanhe comigo a honestidade do roquenrol que me balaçava:


Capice?


Latter that night...
estava eu no conforto do lar, com o
midificador de ar no talo, porque a secura também é eterna aqui nessa Brasila, com planos que envolviam uns filés de frango, curry, pimenta, açúcar mascavo, uma bacia de salada, um pseudo-sorvete que eu havia preparado e a sessão das 22:00 do Telecine, quando pipoca uma janelinha querida no MSN, me chamando pra fazer alguma coisa. Vambora foi a resposta, apesar de ter rolado a ressalva do horário, uma vez que às 5 da manhã do dia seguinte eu precisaria estar de pé. E acordada. Acabou não dando liga, postergamos a micro-reunião para o dia seguinte e fui tratar do meu estômago, que reclamava da falta de alimentos. Enquando cuidava dele com muito amor, carinho e uns temperos meio étnicos [oi?], outra janelinha pipocou, com conversas interessantes e um elogio que me deixou vermelha. Depois um convite pra um lanche e Ooh, truck! (nunca poderei mostrar o quão grata eu sou por vc ter me mostrado esse vídeo, dona Maria)! Tinha acabado de deixar de lado o prato, mas aceitei o convite assim mesmo, já que sempre posso tomar um pouco de suco/refrigerante/sorvete/vergonha na cara e sempre tenho tempo pra matar. Pelo menos nas férias.
Pontualidade britânica, gentileza ímpar
(quantos amigos seus abrem - e seguram - portas pra você entrar no carro, ou passar para o outro lado do McDonald's?) e conversa deveras agradável. E sorvete gelado.

Chega em casa, pá, arruma a cama, confere o despertador e pula na cama. Dormir é outra história.

Dormir.
Acordar.
Acordar às 05:20 da manhã, horário que costuma ser o início do fim do meu dia. Pelo menos nas férias. Nesse trabalho de corno supermassa em que eu me enfio de vez em quando, fiz observações durante quase 15 horas e, minhanossassenhoradabicicletaazul, como tem besteira pra se observar quando a gente não pode nem rir da cara de desespedo dos pobres candidatos, ouvir música, nem terminar aquele cachecol que já tá quase se reproduzindo ali do lado da minha cama. Que? Tricot é mecânico, nem tem que ficar olhando...
O fato é que se eu não posso fazer nada com o corpo além de olhar o relógio a cada 37 segundos, dar uns passinhos pela sala, levar a galera ao banheiro e rodar no dedo o anel desestressante que comprei lá em Pirenóplis em 700 a.C., com a mente eu faço o que bem entender. Cantei a discografia do Pearl Jam, do RHCP e do Metallica, porque eu sou mais ou menos eclética, enquanto comia a pêra mais verde
COCRANTE do mundo. Observei a galera e reparei que, talvez por já estar com a cabeça no vôlei, descobri um irmão mais baixo e menos jogador do Giba. Mas eles eram irmãos só na área dos olhos, vai entender... Tinha o cara que enfiava o dedo em todos os orifícios da cabeça e posteriormente cheirava, alheio a qualquer observador. E havia um cujo lema era: achar a resposta no fundo do peito... da fiscal à sua frente. Sério. O pior é que ele parecia encontrar.

Venci o cansaço em prol do reencontro com um casal pra lá de querido no domingo e o farei novamente sempre que a oportunidade se apresentar. E na segunda morrer de amores pelas mesmas pessoas que me matam de amores há tempos e tempos. E acordar morrendo de amores na terça e querer passar o resto da vida assim. Mas nao dá. A realidade chama de volta.

O bom de ter dois lares é que independente do lado da estrada em que eu esteja, depois de umas horas eu sempre chego em casa. Sensação de conforto em média 4 vezes por mês. Há!
Chegando na casa-mãe, quarto pra lá de cheiroso, daquele spray que momõe comprou e, como sabe que eu gosto, sempre passa/joga/aperta/qualquercoisaquesefaçacomumspray por aqui. Mãe é foda!
E no fim da noite, um email. De um remetente que sempre me arranca uns sorrisos, por escrever coisas lindas e cheias de uma verdade meio crua e sempre bonita. Ganhei uma música roubada. E, todo mundo sabe, ganhar uma música tá no mesmo nível de ganhar uma flor roubada.

Hoje minha mãe me conta que, numa conversa, ela disse à mãe da minha afilhada que "a mulher guarda as balas no freezer", ao que a dona LuRísa entra no assunto rapidinho: "E o homem, guarda onde?"


Esses foram meus últimos dias, querido diário. Ouvindo Bush e Metallica e escrevendo ao som de RHCP, que sempre dá um tom meio frenético ao texto. Ou não.



Aproveitar o que resta das férias, né?

5 comentários:

Joyce Pfrimer disse...

Vc rebolando deve ter sido uma coisa surreal né não? haha!

eu sempre trabalhava em concursos, mas eu filmava as pessoas, eu não vigiava prova...era um pouco mais agitado! hehe! mas quero mais não...

e a luíza!!! eu ainda arranco as bochechas dela fora!

Tati disse...

O Maior Espetáculo da Terra: jogo de vôlei masculino. *___* Sempre me hipnotiza!!!!

Agora, esse videozinho do Costello no Top Of The Pops é o creme de la creme, hein? Acho que uma sagacidade!! <333333333

Que farmacêutico mais abusado! :o)

quase disse...

ohhn, quase, que linda! =D

A gente tem q sempre marcar eventos..

combinemos o seguinte: todo fds que vc passar por aqui, vc grita.. msmo que não dê pra fazer nada.. =P

beeijo!
;*

Danny disse...

Leitora de primeira viagem.
Dorei!
Agora, só uma coisinha (sou meio lesa, liga não. E além do mais não entendo muito de mães, e por consequência, do mundo feminino): rola uma tradução de "a mulhere guarda balas no freezer"? E enfim, os homens guardam? Onde?
beijos e parabéns pelo blog.

Nathie disse...

Eu tb "rebolaria" no seu lugar ao som da musiquinha do vídeo, que eu ainda não havia escutado. =]~